UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
As espécies escondidas nas profundezas do Atlântico que a ciência desconhecia até agora

05/01/2021

Um estudo que investigou as profundezas do oceano Atlântico durante quase cinco anos revelou detalhes sem precedentes de 12 espécies até então desconhecidas da ciência.
Trata-se de musgos marinhos, moluscos e corais que não tinham sido descobertos até agora porque o fundo do mar é ainda muito inexplorado, afirmam os cientistas.
O dióxido de carbono absorvido pelo oceano está tornando-o mais ácido, causando a corrosão dos esqueletos dos corais.
Os cientistas envolvidos no projeto, chamado de Atlas, enfatizaram que "não é tarde demais para proteger essas espécies especiais" e os importantes habitats que elas ocupam.Mas os pesquisadores alertam que os animais recém-descobertos já podem estar sob a ameaça das mudanças climáticas, que estão mudando a composição das águas marítimas.
Como observou o professor George Wolff, químico oceânico da Universidade de Liverpool que esteve envolvido no projeto, "ainda podemos dizer que temos mapas melhores da superfície da Lua e de Marte do que do fundo do mar".
"Então, sempre que você vai para o fundo do oceano, você encontra algo novo — não apenas espécies individuais, mas ecossistemas inteiros."
O professor Murray Roberts, da Universidade de Edimburgo — que liderou o projeto Atlas—, disse à BBC News que quase cinco anos de exploração e investigação revelaram alguns "lugares especiais" no oceano e "como eles funcionam".
"Encontramos comunidades inteiras formadas por esponjas ou corais, que formam as cidades do fundo do mar", explicou.
"Elas sustentam a vida. Portanto, peixes realmente importantes usam esses locais como áreas de desova. Se essas cidades forem danificadas por usos humanos destrutivos, esses peixes não terão onde se reproduzir e a função de todos esses ecossistemas será perdida para as gerações futuras."
"É como entender que a floresta tropical é um lugar importante para a biodiversidade terrestre. O mesmo vale para o fundo do mar: há lugares importantes que precisam ser protegidos — e, o mais importante, todos estão conectados."
O projeto envolveu pesquisadores de 13 países ao redor do Atlântico — combinando química e física oceânica, além de descoberta biológica, para descobrir como o ambiente do oceano está mudando com o aquecimento mundial e como os humanos exploram mais do fundo do mar para pesca e extração de minerais.
O estudo das correntes oceânicas e dos depósitos de fósseis no fundo do mar revelou que as principais correntes do Atlântico Norte diminuíram drasticamente em resposta às mudanças climáticas.

Quer saber algumas dessas descobertas importantes da missão no Atlântico? Então acesse o G1

Novidades

Gavião-pombo-pequeno é fotografado no Parque Estadual da Pedra Branca, em Jacarepaguá

27/08/2026

Um gavião-pombo-pequeno (Amadonastur lacernulatus) foi avistado no Parque Estadual da Pedra Branca, ...

ONU premia rede brasileira voltada à conservação do cerrado

27/08/2026

A ONU (Organização das Nações Unidas) premiou, nesta quarta-feira (26), uma iniciativa brasileira co...

´Veado preto´ é registrado pela primeira vez no Pantanal; entenda mutação rara

27/08/2026

Pesquisadores da ONG Onçafari registraram, pela primeira vez na história, casos de melanismo em cerv...

Projeto coleta mais de 30 toneladas de vidro nos Lençóis Maranhenses

27/08/2026

Em apenas seis meses de operação nos Lençóis Maranhenses, o projeto Vidrado destinou corretamente ma...

Crocodilos-do-nilo nascem na França devido às sucessivas ondas de calor

27/08/2026

As ondas de calor na França produziram um resultado inesperado em um parque de vida selvagem: dez cr...