
12/01/2021
Há dez anos, os moradores da Região Serrana vivenciavam uma noite de tensão, desespero e angústia. Os dias seguintes a 11 de janeiro também pareciam cenas de um filme: militares por toda parte; montanhas marcadas pelos deslizamentos; destroços, lama e poeira pelas ruas; bairros completamente devastados; imóveis que nunca se imaginaria que seriam abalados, ruíram; e o pior de todos os cenários: centenas de mortos e moradores que, até hoje, não foram encontrados.
Nesta segunda-feira (11), a maior tragédia climática do Brasil completou dez anos. Uma data marcada na memória de milhares de pessoas e noticiada em todo o mundo.
De acordo com os dados oficias do Governo do Estado, a catástrofe matou 918 pessoas, deixou 30 mil desalojados e, segundo o Ministério Público, pelo menos, 99 moradores da região ainda estão desaparecidos.
Além de devastar diversos pontos de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, a chuva também causou estragos em São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim, Sumidouro e Areal.
Uma década depois, o Governo do Estado prevê ainda o investimento de cerca de R$ 500 milhões em obras na região.
Com milhares de casas em ruínas, inúmeros deslizamentos de terra e rios completamente assoreados, obras precisaram ser feitas.
De acordo com o Governo do Estado, só na área de Infraestrutura e Obras foram investidos mais de R$1 bilhão desde a tragédia, sendo R$ 521 milhões em unidades habitacionais e R$ 510 milhões para contenção de encostas e drenagem.
A Igreja de Santo Antônio, na Praça do Suspiro, em Nova Friburgo, e um prédio residencial na Rua Cristina Ziede, também no centro de Nova Friburgo, dois marcos da tragédia de 2011, também são exemplos da reconstrução.
Na sexta-feira (8), o Governo do Estado afirmou que novas intervenções e ações devem acontecer em Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Areal. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 500 milhões nas cidades.
Confira o que já foi realizado, segundo o Governo do Estado acessando o G1
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