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Aquecimento global: como sua geladeira está esquentando o planeta

19/01/2021

Quer você seja um fazendeiro no Quênia transportando leite para o mercado local, um proprietário de mercearia em Londres ou um paciente sendo submetido a quimioterapia no Japão, todos nós dependemos de dispositivos que mantenham frescos os produtos que consumimos.
Sem geladeira, nossa comida estragaria rapidamente, o leite azedaria fácil e as intoxicações alimentares provavelmente disparariam.
Nos próximos meses, é provável que a refrigeração também desempenhe um papel vital na atual pandemia de Covid-19. À medida que as vacinas começam a estar disponíveis, elas vão precisar de enormes cadeias de suprimento de armazenamento refrigerado para serem fabricadas, distribuídas e armazenadas até serem aplicadas.
Muitos outros medicamentos que salvam vidas — de insulina a antibióticos — também precisam ser armazenados na chamada "cadeia de frio" para evitar que se deteriorem e se tornem inúteis.
Em escolas, escritórios, lojas e residências em muitas partes do mundo, os fluidos refrigerantes também desempenham um papel importante nos sistemas de ar-condicionado que mantêm esses edifícios em uma temperatura confortável.
A indústria de refrigeração é importante, mas também extremamente poluente — sendo responsável por cerca de 10% das emissões globais de CO₂. Isso é três vezes a quantidade produzida pela aviação e navegação juntas. E como as temperaturas ao redor do mundo não param de subir devido às mudanças climáticas, a demanda pela refrigeração também vai aumentar.
Com países e empresas pressionados a reduzir seu impacto nas mudanças climáticas, a indústria de refrigeração está passando por uma reformulação radical na forma como produz e descarta os fluidos refrigerantes.
Nas últimas três décadas, governos de todo o mundo se comprometeram a combater o uso de produtos químicos que contribuem para o aquecimento global, como os fluidos refrigerantes, enquanto as companhias começaram a buscar alternativas naturais e menos poluentes.
Mas os ativistas ambientais argumentam que as mudanças devem ser feitas de forma muito mais rápida, se quisermos alcançar as metas climáticas internacionais.
Os consumidores também podem fazer a sua parte por meio dos dispositivos que compram, do uso que fazem deles e da maneira como descartam equipamentos cheios de fluidos refrigerantes.
Os refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado certamente usam uma boa quantidade de energia, especialmente quando ficam ligados continuamente em climas quentes. Mas eles também contêm produtos químicos que absorvem prontamente o calor do ambiente à medida que passam do estado líquido para o gasoso.
Conforme fazem a transição de volta ao estado líquido, eles liberam o calor para o exterior — seja de um edifício ou geladeira — antes de iniciarem o processo de resfriamento novamente.
Esses mesmos produtos químicos também são usados ​​em alguns tipos de espuma de isolamento térmico e como propulsores em latas de spray e aerossol.

Saiba mais acessando o G1

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