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Alertas de desmatamento caem 70% em janeiro, diz Defesa

18/02/2021

Janeiro de 2021 teve o menor número de alertas de desmatamento na Amazônia Legal dos últimos quatro anos. Houve uma redução de 70% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foram compilados pelo Ministério da Defesa. Foram 86 km² de alertas, contra 284 km² em 2020. Em 2018 e 2019, foram 183 km² e 136 km², respectivamente.
Os dados são divulgados enquanto o governo federal prepara a saída das Forças Armadas da região. Anteontem, o vice-presidente Hamilton Mourão confirmou que a atual operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em vigor desde maio, será encerrada no fim de abril.
A fiscalização voltará a ser comandada pelas agências ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Nos oito primeiros meses de vigência da GLO, entre maio e dezembro, os alertas de desmatamento na região caíram 14% em relação ao ano anterior, de 8.405 km² para 7.222 km². Considerando todo o ano de 2020, também houve uma redução, mas menor: 8%.
Paulo Moutinho, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), afirma que ainda é cedo para comemorar, porque o desmatamento acumulado nos últimos anos é “assustador”. Moutinho também ressalta que os meses chuvosos costumam ter índices menores de derrubada da floresta.
— É difícil atribuir o que é devido ao clima mais chuvoso e o que é devido ao avanço da fiscalização. O fato é que o desmatamento acumulado nos últimos três, quatro anos é extremamente assustador e alto. E, portanto, não há nada para comemorar em relação a um mês ou outro.
Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), cuja finalidade é emitir alertas para auxiliar na fiscalização. Outra ferramenta, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), consolida posteriormente os dados, analisando o desmatamento ocorrido entre agosto de um ano a julho do ano seguinte.
O último levantamento do Prodes, divulgado em novembro, mostrou um avanço de 9,5%. Foi a primeira vez período analisado pelo sistema abrange exclusivamente o governo de Jair Bolsonaro.

Fonte: O Globo

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