
21/09/2021
Quarenta homens e mulheres formam, todos os anos, uma força de combate a incêndios no Parque Nacional da Tijuca. Pela primeira vez, uma equipe de TV acompanhou o trabalho do grupo, que age sempre no fim do inverno, momento com maior probabilidade de queimadas.
São monitores ambientais, brigadistas, voluntários do Parque Nacional, funcionários do Ibama e bombeiros.
"É um trabalho de desgaste intenso, mas necessário para a proteção da Floresta da Tijuca", disse o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Carlos Eduardo de Castro Tavares.
Eles fazem um trabalho que começou em 2006. Para prevenir grandes incêndios e plantar espécies nativas de árvores em áreas desmatadas.
A equipe do RJ1 acompanhou o primeiro dia de trabalho no Morro do Taunay, em uma área que fica perto da serra da Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá.
Os brigadistas vão até pontos estratégicos, no meio da floresta, para montar o que eles chamam de cinturão ou Acero - nada mais é do que tirar o combustível natural do fogo. Eles limpam o capim seco e deixam uma área em terra batida.
Em caso de incêndio, quando o fogo chega ali, se espalha com menos velocidade e os brigadistas ganham tempo para salvar a floresta.
O último ponto onde é possível chegar de carro é na base da Trilha do Bom Retiro, no Alto da Boa Vista.
No caminho, é possível ver tesouros da floresta, como uma muda de Jussara, uma espécie de palmito
Depois de duas horas e meia de caminhada, os brigadistas montam a base operacional no alto do Morro do Taunay.
E no local, no lugar das árbores altos, um capinzal seco.
"É um material muito combustível. Por isso, fazemos um trabalho de limpeza e raspagem do terreno, separando o combustível do acesso ao parque", explicou Carlos Eduardo.
Além do Morro do Taunay, os cinturões de prevenção a incêndios são feitos, também, no Morro do Elefante, do Sumaré, do Mateus, do Ramalho, no Contraforte e no Vale do Quitite.
O objetivo da equipe é deixar a área em terra batida, completamente limpo, com um quilômetro de comprimento e oito metros de largura.
Depois de limpar a área, a equipe começa a plantar mudas de árvores nativas da Floresta da Tijuca. Já é possível ver árvores que nasceram desse replantio.
Inicialmente, o cinturão teria uma área de 15 mil metros quadrados. Graças ao reflorestamento, não foi necessário tudo isso. Este ano, o cinturão no Morro do Taunay está com oito mil metros quadrados.
Nos últimos dias, os brigadistas encontraram moradores da floresta no capinzal, como tapiti, um coelho nativo do local. Pequeno, ele nunca teria a chance de sobreviver a um incêndio.
A luta dos brigadistas é pela floresta e pela conscientização dos cariocas.
"Os balões são a principal causa da maioria dos incêndios. Temos mais de 120 comunidades no entorno do parque, que fica no coração de uma grande cidade. Então, esse trabalho de conscientização é muito importante", finalizou Carlos Eduardo.
Fonte: G1
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