UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Brasileira que vive em ilha com vulcão em erupção mostra como ficou La Palma coberta por cinzas

28/09/2021

Em um dia em meados do mês de setembro, a brasileira Janadark de Oliveira e Silva chegou ao colégio onde trabalha, na ilha de La Palma, no arquipélago das Canárias, e perguntaram se ela havia sentido o terremoto na noite anterior.
"Não tinha escutado nada. E então, naquele mesmo dia, houve um terremoto fortíssimo. Esse, sim, eu senti. Fiquei morrendo de medo, não dormi mais."
Os tremores de terra que Janadark começou a sentir eram um aviso de que haveria uma erupção vulcânica na ilha onde ela vive há 13 anos, e onde teve sua filha, de 12 anos.
Os abalos foram se repetindo: "A todo momento era um ou outro. Até que no domingo teve um muito forte. Eu saltei da cama já de pé. A cama tinha mexido de lugar", conta. O vulcão havia entrado em erupção na ilha.
Janadark mora a cerca de 10 quilômetros do vulcão, e a casa dela não está no caminho da lava, que já obrigou uma parte da população a deixar suas residências. Mas mesmo assim a rotina viu sua rotina mudar bastante.
"O barulho é horrível, parece um caça aéreo passando no céu a todo momento", relata.
Há momentos de silêncio, mas frequentemente sua família volta a ser acordada durante a noite, segundo Janadark.
"As sacudidas nos fazem levantar com medo, pensando que a casa vai cair. Está difícil, [a situação] dá muita ansiedade, tenho vontade de dormir na rua", afirma.
Segundo ela, a prefeitura disse aos moradores que os tremores de terra acontecem quando há liberação de gás do vulcão e ocorrem explosões, mas que não há risco real para as casas.
"Abriram-se muitas bocas no vulcão, cada dia abre uma. A gente não entende o porquê disso. O medo que temos é que a saída não seja suficiente para dar conta da pressão da lava, e isso poderia causar um terremoto muito forte", conta.
Outra coisa que mudou na rotina dela foram as cinzas que caem do céu.
As pessoas precisam circular com uma máscara SP2, que também é usada para evitar a transmissão de Covid-19 e óculos protetores.
"As cinzas são tóxicas e prejudiciais para a saúde, é uma terra muito fina, da espessura de uma areia fina, mas é preta", afirma Silva.
O vento ora traz as cinzas para a cidade ora as afasta. "Na quinta-feira, era como se tivessem jogando areia diretamente nas nossas cabeças".

Saiba mais acessando o g1

Novidades

Cada gol na Libertadores será convertido em plantio de 3 árvores

25/08/2026

Mesmo quem não acompanha o futebol tem um motivo para torcer por muitos gols na Copa Libertadores da...

Declínio de espécies de aves é associado à expansão de energia solar na China, diz estudo

24/08/2026

Uma nova pesquisa encontrou uma associação entre as políticas de expansão de energia solar na China ...

Reuters lança “Monitor do Clima” com dados de qualquer lugar do mundo

25/08/2026

Compreender o que significa os constantes aumentos das temperaturas médias globais e traduzir em inf...

Como derretimento de gelo na Groenlândia faz baleias migrarem para áreas antes inacessíveis

25/08/2026

O gelo marinho tem desaparecido do leste da Groenlândia, permitindo que baleias gigantes aproveitem ...