
18/05/2012
Um recente estudo do Banco Mundial (Bird) propõe que a extração ilegal de madeira passe a ser considerada crime do colarinho branco - e como tal, que seja combatida com o uso de instrumentos da legislação penal econômica.
A pesquisa, intitulada "Justice for Forests" ("Justiça para as Florestas"), demonstra que hoje praticamente não há punição para esse tipo de crime. E que, quando há, ela é aplicada apenas ao elo mais fraco da verdadeira indústria dedicada à derrubada de florestas. Em outras palavras, quem segura a motosserra ainda corre algum risco de ser punido, ao passo que outros participantes dessa cadeia produtiva - como agentes públicos corruptos, empresários corruptores e distribuidores - estão longe de qualquer sanção.
De acordo com o estudo do Bird, a indústria do desmatamento consome no mundo uma área de floresta do tamanho de um campo de futebol a cada dois segundos. Estima-se que essas atividades gerem entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões ao ano em todo o mundo, dinheiro que não se sujeita ao recolhimento de tributos e que frequentemente é usado por organizações criminosas para o pagamento de propinas a agentes públicos.
Ainda que a indústria do desmatamento ilegal tenha um porte gigantesco, os países têm falhado ao combater esse tipo de crime por investirem apenas em ações preventivas com pouco ou nenhum impacto sobre a devastação das florestas. Segundo os autores do estudo - Marilyne Pereira Gonçalves, Melissa Panjer, Theodore S. Greenberg e William B. Magrath -, uma pesquisa feita durante quatro anos no Brasil, México, Indonésia e Filipinas demonstrou que a probabilidade de punição pela derrubada ilegal de florestas é de apenas 0,082%. Além de ineficaz, o sistema de combate ao crime utilizado pelos países, na maior parte dos casos, tem como alvo os criminosos da base da cadeia produtiva - ou seja, quem depende da atividade ilegal para sobreviver.
Saiba mais acessando o Jornal da Ciência
O mercado regenerativo corre o risco de repetir erros da sustentabilidade?
11/06/2026
Calculadora converte resíduos agroindustriais em créditos de carbono
11/06/2026
Caçador vira presa após cobra reagir a ataque e enforcar gavião em MS; veja cena rara
11/06/2026
12 cenas da floresta Amazônica que você nunca viu
11/06/2026
Lagarto de Fernando de Noronha tem reprodução lenta e pode ficar mais vulnerável
11/06/2026
Tatu-bola, mascote da Copa de 2014, ganha plano de conservação
11/06/2026
