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Pesquisadoras brasileiras recebem bolsa de R$ 50 mil

05/12/2024

Desde 2006, o prêmio Para Mulheres na Ciência, busca promover a igualdade de gênero e incentivar a participação feminina na ciência. A iniciativa foi criada pelo Grupo L’Oréal, com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciência (ABC), e premia sete brasileiras com projetos científicos em diferentes áreas, todos os anos. Entre as especialidades contempladas pelo prêmio estão Ciência Física, Ciência Química, Ciência Matemática e Ciências da Vida.
Ao longo desses 19 anos, mais de 120 pesquisadoras já foram reconhecidas e mais sete acabam de entrar para a lista, sendo elas Larissa Ávila, Raquel Aparecida, Carolina Benone, Marcela Fonseca, Fernanda Soares, Luisa Brant e Manuela Sales.
Em 2024, a premiação aconteceu no final de novembro e contemplou todas as pesquisadoras com um valor de R$ 50 mil reais. As vencedoras estiveram presentes no evento de premiação no hotel Fairmont, Rio de Janeiro, junto com o CEO do Grupo L’Oréal no Brasil, Marcelo Zimet, a pesquisadora brasileira e presidente da Academia Brasileira de Ciências, Helena Nader, e o coordenador de ciências humanas e sociais naturais da UNESCO, Fábio Eon.
“O Para Mulheres na Ciência faz parte de um programa global que contempla anualmente mais de 350 jovens cientistas pelo mundo em 110 países por meio das iniciativas regionais e nacionais. Só no Brasil, já foram investidos mais de R$6 milhões em pesquisas”, comenta Marcelo Zimet.
Para Fábio Eon, lembrou que ainda existe muita desigualdade quando falamos do direito ao progresso científico para todos e todas, assegurado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. “Nossa missão é tentar diminuir essas diferenças, e a principal delas, certamente, é a desigualdade de gênero entre homens e mulheres na ciência. Nosso desafio com UNESCO é tentar motivar para que mais meninas e mulheres ingressem em carreiras científicas” afirma.
Projetos premiados em 2024
Para Helena Nader, o programa tem sido uma experiência muito interessante, afinal, ela consegue ver a evolução dos projetos ao longo de todos esses 19 anos. “Essa é uma forma de dar visibilidade às mulheres que atuam como cientistas. Esse ano premiamos sete, mas tem muitas outras com projetos incríveis que também merecem reconhecimento. Precisamos continuar dando mais oportunidades delas mostrarem onde podem chegar”, conclui a pesquisadora.
A professora da Universidade Federal do Pará, Carolina Loureiro Benone está interessada em estudar buracos negros “cabeludos” e suas propriedades. “Gostaria de entender mais sobre esses objetos na presença de matéria, essa é uma forma de pensar em como vamos conseguir, um dia, observá-los no espaço”, explica a pesquisadora. Ela ainda quer investigar a estabilidade de um tipo particular de estrela, chamada de estrela de bósons.
Também professora da Universidade Federal do Pará, Marcele Fonseca Passos está buscando um tratamento alternativo para a prevenção de infecções bacterianas nas feridas, como a leishmaniose cutânea. Ela busca curativos que sejam eficazes e fáceis de trocar sem causar mais dor ao paciente. Com a ajuda da nanotecnologia e da bioimpressão 3D, Marcele quer preparar as substâncias para a aplicação em curativos tridimensionais inteligentes, que imitam tecidos biológicos e permitem a liberação controlada da medicação no local da ferida.
O desenvolvimento dessa nova proposta terapêutica passa pela exploração sustentável dos recursos naturais, com respeito às comunidades locais e incluindo o conhecimento tradicional no avanço da pesquisa médica. Marcele espera que essa abordagem inovadora possa, um dia, se concretizar em um avanço significativo no tratamento da leishmaniose e outras doenças negligenciadas, e que esteja disponível pelo Sistema Único de Saúde.
Formada em estatística pela Universidade Estadual de Campinas, Lárissa Ávila Matos, se dedica a desenvolver métodos estatísticos para lidar com situações em que os não são perfeitos – por exemplo, quando há informações faltando ou quando os dados são distorcidos de alguma forma. Alguns equipamentos médicos de medição têm limitações, isto é, não conseguem quantificar valores acima ou abaixo de certos limites. A falta de dados precisos dificulta a interpretação de resultados e a tomada de decisões clínicas. Por isso, a pesquisa da Larissa busca soluções para lidar com essas limitações de forma precisa e eficiente.

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