
12/12/2024
Dezembro chegou e com ele a decoração natalina. Em Miami, costa dos Estados Unidos, o arquiteto Alberto Latorre e o artista Carlos Betancourt uniram este mês festivo para a espécie humana com a regeneração de espécies marinhas: as estrelas impressas em 3D que eles projetaram para a Semana de Arte de Miami serão expostas na areia da praia e depois vão para o fundo do mar, onde se transformarão em um “recife de corais híbrido”.
O projeto Miami Reef Star é parte de um parque de esculturas que será construído embaixo da água, com várias fases de implementação, a partir do início de 2025. Chamado de ReefLine, o parque tem cerca de 61 mil metros quadrados destinados a abrigar uma variedade de instalações que vão substituir estruturas do ambiente marinho afetadas pelas mudanças climáticas.
“Localizada em uma profundidade de 4,5 a 6 metros e a uma distância nadável da costa, a ReefLine contará com obras de arte ambientalmente funcionais, incorporando materiais patenteados que atuarão como recifes de corais híbridos e oferecerão à comunidade uma oportunidade gratuita de se envolver diretamente com a biodiversidade marinha e a arte pública subaquática de Miami”, conta a idealizadora do parque, Ximena Caminos.
A instalação de Betancourt e Latorre tem 46 módulos diferentes em formato de estrela, dispostos em um formato de estrela maior, fabricado na Universidade de New Hampshire. Eles variam em tamanho e design, com alguns lembrando estrelas do mar e outros, motivos florais.
Cada módulo apresenta aberturas ou pequenos furos e, para a exposição, estes espaços serão ocupados por luzes dentro e ao redor dos módulos. No fundo do mar, estas aberturas serão usadas por diversas espécies marinhas que vão circular e se fixar nas estrututuras.
As instalações do futuro parque subaquático serão feitas de CarbonXinc, um material desenvolvido pelo artista Petroc Sesti, que precisa ainda ser aprovado pelo Departamento de Recursos Ambientais do Condado de Miami-Dade.
O CarbonXinc é um “concreto geopolímero sem cimento com gás carbônico mineralizado que captura carbono destinado à atmosfera e o armazena por um período de tempo indefinido”. As várias instalações também utilizarão o Coral Lok, um dispositivo que auxilia no plantio e cultivo de corais em um ambiente de laboratório antes de plantá-los na natureza.
Depois da exibição da instalação de estrelas na praia de Mid-Beach, em Miami Beach, ela será submersa como parte do ReefLine, onde terá 27 metros de diâmetro e poderá ser vista de aviões. Embaixo da água, ela vai dividir a área do parque com outras esculturas em formatos diferentes, como carros em tamanho real e escadas.
“A ReefLine busca realizar um tipo único de ‘acupuntura marinha’, misturando arte e tecnologia para atingir pontos vitais de pressão no oceano”, disse Caminos.
“Nosso objetivo é liberar seu potencial regenerativo, restaurando, em última análise, o que foi perdido devido aos efeitos devastadores das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que promovemos o engajamento e a conscientização da comunidade”, finaliza Ximena.
Fonte: CicloVivo
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