
16/01/2025
A apreciada produção de cerveja alemã, além da bebida amada mundialmente, gera uma quantidade gigantesca de resíduos do lúpulo. Buscando uma alternativa para o desperdício, surgiu a startup HopfON que reaproveita tais resíduos na elaboração de materiais úteis para a construção civil.
É difícil apontar os números precisos, mas uma estimativa afirma que só na região de Hallertau (maior área de cultivo de lúpulo do mundo) para cada quilo de lúpulo utilizado na fabricação de cerveja, outros 3,5 quilos de biomassa são desperdiçados. Ou seja, a proporção é que, aproximadamente, somente 20% da planta seja aproveitada enquanto 80% é descartada. Embora alguns dos resíduos da fabricação da cerveja possam ser usados em fábricas de biogás, uma grande proporção dos resíduos permanece sem utilização.
Ainda sem ciência de todo esse potencial, um trio de estudantes cogitou uma solução. Após uma palestra que mostrava como a fibra de bananeira era usada para fazer materiais de construção sustentáveis na Colômbia, estudantes da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha afirmaram que “seria incrível” fazer algo parecido usando um material local, como o lúpulo. Desse papo descontraído surgiu a fagulha para o que viria a ser a HopfON, nome inspirado em “hopfen”, que significa lúpulo em alemão.
A HopfON cria e vende painéis estruturais e acústicos, além de material de isolamento, feitos a partir dos resíduos da colheita do lúpulo: transformando folhas, caules e cipós em novos materiais. “Ao desenvolver materiais de construção circulares queremos contribuir para um futuro habitável com uma indústria de construção mais sustentável”, afirma a companhia.
Os materiais de construção resultantes não só contribuem positivamente para o clima, mas também representam uma alternativa ecológica aos materiais de construção convencionais. Durante o desenvolvimento do produto, o foco está na regionalidade, na economia circular e na exploração de processos de fabricação alternativos. Além de sustentáveis, a startup também se preocupa em entregar um design que seja atraente para o consumidor final.
Durante a colheita, a equipe retira o material fresco das fazendas e o seca, removendo então quaisquer impurezas e metais recicláveis. O material é picado e separado para um processo que usa agentes aglutinantes (já presentes na planta) para transformar a biomassa em produtos como painéis acústicos, isolamento térmico e placas de construção.
Um espaço de coworking na cidade de Mannheim, no sudoeste da Alemanha, foi o primeiro cliente da startup para os painéis acústicos. Um plano futuro é fazer alternativas de drywall. A startup também lançou um modelo circular onde os clientes podem devolver seus produtos para serem transformados em novos materiais.
Fonte: CicloVivo
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