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Ciência em cordel: escritora simplifica artigos acadêmicos

28/01/2025

Com o intuito de adaptar levantamentos científicos para o formato do cordel, Cíntia Moreira Lima é um exemplo de escritora que tem mostrado como a obra popular pode ser uma ponte entre a ciência e a sociedade. A artista, também professora de Ciências Biológicas, traduz descobertas sobre a Amazônia em livros ilustrados que mesclam poesia, arte visual e conteúdo biológico.
“A literatura é como uma fuga da realidade. Como grandes poetas costumam afirmar, ‘a vida por si só não basta’, ela reflete. Trazer a magia da cultura popular para uma compreensão maior de temas fundamentais, sobretudo nestes nossos tempos de tantas emergências, foi a maneira que Cíntia encontrou de, por um caminho divertido, tornar o conhecimento mais fácil de ser aprendido.
“No caso do cordel, com toda uma raiz cultural e linguagem autêntica, que usa palavras com rima e métrica únicas, o leitor consegue armazenar as informações sobre o tema com facilidade. Assim, todos podem aprender sobre ciência, meio ambiente e biologia enquanto apreciam a informalidade da obra”. Bem diferente dos artigos científicos, relatórios e pesquisas, que raramente chegam ao grande público de forma atraente e com fácil compreensão.
Em 2022, a autora lançou o primeiro cordel ilustrado com a adaptação do livro “Brilhos na Floresta”, da bióloga Noemia Ishikawa. Atualmente, ela também se prepara para lançar a versão em cordel de “A Vida Escondida na Floresta do Rio Negro”, de Noemia e outros autores. No primeiro cordel, Cíntia apresenta os organismos bioluminescentes que brilham no escuro e transformam a paisagem amazônica em um espetáculo natural. Já o segundo cordel conduz o leitor pelos ecossistemas do Rio Negro, revelando comportamentos e interações das espécies que habitam suas águas e margens.
Em ambos, a utilização da xilogravura digital e a adição de QR codes durante a leitura tornam o formato interativo e imersivo, permitindo que o público explore e se conecte ainda mais com a biodiversidade da Amazônia. As adaptações são mais do que uma tradução de palavras para versos; mas uma maneira de cativar as pessoas com saberes que geram curiosidade e encantamento.
Um estudo do Observatório Itaú Cultural aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) da economia da cultura e das indústrias criativas (ECIC), até 2020, era 2,1% maior que o da indústria automobilística. Isso mostra que a arte também conta como um vetor importante de desenvolvimento econômico.
Portanto, ao utilizar o cordel como ferramenta para levar a ciência ao grande público, Cíntia também propõe uma reflexão sobre a importância da leitura criativa e da produção cultural. “É uma forma de integrar a biologia e a arte visual, permitindo que as pessoas se conectem com a beleza da natureza de maneira profunda e, ao mesmo tempo, lúdica, levando o reconhecimento do estilo de cordel para outras regiões do Brasil”, afirma.

Fonte: CicloVivo

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