
28/01/2025
Uma onça-pintada de 112 kg foi capturada na região de nascentes do Rio Araguaia, em Mineiros, no sudoeste de Goiás, por pesquisadores do Instituto Onça Pintada (IOP). O animal é considerado o maior felino das Américas e tem uma mordida potente. O lugar faz parte do chamado "corredor da onça´", que liga o Cerrado a Amazônia. A onça recebeu o nome de Araguaia, em homenagem ao lugar onde ela foi encontrada. A onça Araguaia é a 18º onça a ser monitorada na região de nascentes do rio.
Araguaia foi capturada para que pesquisadores possam entender como é o comportamento do maior felino das Américas. A única forma de chegar perto foi sedá-lo. O monitoramento do Instituto será realizado mediante um colar de GPS colocado em volta do pescoço do animal para monitorar onde ele está.
Em cada ponto que o felino parar, os pesquisadores vão analisar o comportamento dele, a biodiversidade do local e o que ele está encontrando pelo caminho. Para os pesquisadores, esse trabalho ajuda a entender melhor a espécie e preservar a onça-pintada. O Instituto, que trabalha com a conservação de onça em todo Brasil, estima que 5.000 onças-pintadas estejam vivendo entre o Cerrado e a Amazônia.
"Sem a coleira de GPS nós jamais iríamos aprender que a onça-pintada pode andar mais de 1000 quilômetros e passar por 12 municípios goianos.", explica Leandro Silveira, presidente do Instituto Onça-Pintada.
O trabalho é realizado há 10 anos e pesquisa a região chamada de "corredor da onça´", entre o Cerrado e a Amazônia, pelo Rio Araguaia. Segundo os pesquisadores do Instituto, se existe uma onça-pintada numa determinada região, isso pode significar que essa área está preservada.
Todo esse caminho que a onça percorre é chamado pelos pesquisadores de ´Corredor da Onça´, entre o Cerrado, no centro-oeste, até chegar à Floresta Amazônica, na região norte do país.
O Rio Araguaia é considerado por estudo científico desenvolvido pelo Instituto Onça-Pintada o melhor corredor ecológico para a onça-pintada. Isso porque possui mais de 3 mil km de extensão conectando os dois maiores biomas brasileiras, Amazônia e Cerrado, e consequentemente, as populações de onças-pintadas que vivem nesses biomas.
Segundo o Instituto Onça-Pintada (IOP), que coordena o projeto, mais de mil quilômetros dessa reserva estão no estado de Goiás, passando por cidades como Aruanã, na região oeste de Goiás, e Luiz Alves, no norte do estado. Conforme o fundador do IOP, Leandro Silveira, cerca de 70% do corredor da onça está em áreas de reserva legal das propriedades ou das unidades de conservação, as áreas protegidas.
De acordo com os pesquisadores do ICP, os corredores conectam uma região de mata a outra e são fundamentais para a preservação das onças. O biólogo Edson Abrão explicou que um corredor ecológico pode ser feito com uma faixa de vegetação com árvores e plantas rasteiras para que o animal se sinta seguro para transitar entre as matas. No caso do "corredor da onça", o Rio Araguaia é o que melhor funciona como corredor para os animais.
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