
25/02/2025
Um centro para elefantes órfãos no Sri Lanka, o primeiro do mundo, comemorou seu 50º aniversário com um banquete de frutas para seus 68 paquidermes.
O complexo de Pinnawala, situado a cerca de 90 quilômetros de Colombo, a capital da ilha, virou uma atração turística no país.
Autoridades e turistas foram convidados para as comemorações no parque, onde puderam observar quatro gerações de elefantes nascidos em cativeiro brincando no rio Maha Oya.
"O primeiro nascimento no orfanato foi em 1984, e desde então, nasceram 76 animais no total", conta Sanjaya Ratnayake, chefe do local.
"Foi um programa de reprodução bem-sucedido e hoje temos quatro gerações de elefantes aqui, sendo que o mais novo tem 18 meses de idade e o mais velho tem 70 anos", acrescenta.
Em agosto de 2021, o centro registrou seu primeiro nascimento de gêmeos, algo muito raro para os elefantes-asiáticos.
Dois anos antes de o orfanato se transformar em uma instituição governamental, em fevereiro de 1975, cinco elefantes órfãos eram amparados em uma instalação pequena na cidade turística de Bentota, no sul do país.
"Desde que o orfanato se estabeleceu em Pinnawala, em 1975, os animais tiveram mais espaço para se movimentar, com bom tempo e muita comida disponível nas proximidades", diz Ratnayake.
Para satisfazer o apetite voraz dos elefantes, são necessários 14,5 mil quilos de folhas de coqueiro, palmeira e outras plantas.
O centro também compra toneladas de frutas e leite para os elefantes mais jovens.
O orfanato é uma importante fonte de renda para o Estado, por receber milhões de dólares por ano com os visitantes.
O centro, que no início carecia de água corrente e eletricidade, se tornou, nos últimos cinco anos, uma referência internacional, afirma K. G. Sumanabanda, cuidador de 65 anos, já aposentado.
"Tive a sorte de estar presente no primeiro nascimento em cativeiro", recorda contente.
Pinnawala é considerado por muitos um sucesso, no entanto, Sri Lanka enfrenta conflitos entre humanos e elefantes em áreas próximas a santuários de vida selvagem.
O vice-ministro do Meio Ambiente, Anton Jayakody, disse à AFP que 450 elefantes e 150 pessoas morreram em 2023 em enfrentamentos, um pouco mais que no ano anterior.
Somam-se a isso os acidentes, como o que ocorreu nesta quinta-feira (20) perto de uma reserva na cidade de Habarana, quando um trem de passageiros atingiu um grupo de elefantes. Seis dos animais morreram.
Matar ou ferir elefantes é uma infração criminal em Sri Lanka, que tem cerca de 7.000 elefantes selvagens e onde os "jumbos" da espécie são considerados um tesouro nacional, em parte devido à sua importância na cultura budista.
No entanto, a matança continua enquanto fazendeiros se desesperam com o fato de os elefantes invadirem suas plantações e destruírem seus meios de subsistência.
Jayakody acredita que o novo governo poderá abordar o problema impedindo que os elefantes atravessem as propriedades.
"Estamos planejando introduzir barreiras, que podem incluir cercas elétricas, valas ou outros impedimentos, para dificultar o acesso dos elefantes selvagens às propriedades", disse o ministro.
Fonte: Folha de S. Paulo
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