
13/03/2025
Refúgio das aves, o Parque Estadual Cunhambebe fica no coração da Costa Verde Fluminense. Com 38 mil hectares de mata preservada, o parque abriga 443 espécies, mais da metade das aves registradas em todo o território do estado do Rio. Entre trilhas e árvores, vivem aves raras e ameaçadas de extinção, atraindo a atenção de fotógrafos e admiradores, em passeios de observação.
Um desses passeios é o Vem Passarinhar, projeto realizado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), para estimular a observação de aves nas unidades de conservação estaduais. Os encontros reúnem entusiastas, observadores, pesquisadores e iniciantes para construir um ambiente de aprendizado e troca de experiências. A próxima edição do programa no Cunhambebe está prevista para agosto.
O parque abrange os municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio Claro e Itaguaí, e é um dos maiores guardiões da biodiversidade da região. Ele abriga, atualmente, sete espécies com algum grau de ameaça, conforme índices de referência, incluindo a Lista Vermelha da IUCN e a classificação de risco de extinção do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Entre os animais estão o formigueiro-de-cabeça-negra (Formicivora erythronotos), globalmente ameaçado, e a águia-cinzenta (Urubitinga coronata), considerada a segunda maior águia do Brasil.
As aves são monitoradas por meio de mapeamentos e registros feitos com armadilhas fotográficas, drones e câmeras com lentes de grande alcance e resolução. Em 2024, foram realizados 96 monitoramentos, resultando no total de 2.065 registros e a identificação de 334 espécies.
— A tecnologia é uma aliada e permite a coleta de dados precisos sobre a distribuição e comportamentos das aves. Esses equipamentos auxiliam na identificação de áreas prioritárias para conservação, na avaliação dos impactos ambientais de atividades humanas e no combate a crimes como caça ilegal e tráfico de espécies — explica o gestor do parque, Ivan Cobra.
O tiê-sangue (Ramphocelus bresilius) é uma das espécies presentes no território da unidade de conservação. De vermelho vibrante, o animal é um dos símbolos da Mata Atlântica e sua sobrevivência depende de habitats intactos e protegidos como o oferecido pelo parque, que garante a manutenção de seus recursos naturais essenciais para a alimentação e reprodução da espécie.
— As unidades de conservação estaduais são peças-chave na proteção da nossa biodiversidade ao oferecerem um ambiente saudável e equilibrado para a fauna local — destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Com área aproximada de 38 mil hectares, o Parque Cunhambebe está situado na Região da Costa Verde do Estado e abrange partes dos municípios de Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Rio Claro. Um dos objetivos para a criação da unidade de conservação foi assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica da porção fluminense da Serra do Mar, e conectar os maciços florestais da Bocaina e do Tinguá.
Fonte: Extra
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