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De ´bloqueador solar´ a neve artificial: as iniciativas que buscam conter os efeitos do aquecimento global na Suíça

17/03/2025

Nos últimos dois anos, a Suíça perdeu 10% do volume total de suas geleiras, e o ritmo de derretimento se acelerou em 2024. O Globo Repórter desta sexta-feira (14) destacou iniciativas desenvolvidas para tentar minimizar os efeitos desse cenário. Saiba mais abaixo.
No verão, aos pés do glaciar Morteratsch, conhecemos Felix Keller, um apaixonado defensor dessas paisagens. Nascido na região, ele cresceu admirando as montanhas cobertas de gelo e se tornou glaciologista, dedicando a vida ao estudo e à proteção das geleiras.

"Quando eu tinha 6 anos de idade, eu estava aqui com meus pais e eu vi uma grande avalanche... e eu nunca me esqueci dessa imagem. Acho que foi ali que começou minha história de amor com as geleiras. aqui era coberto de geleira. essa camada de gelo que tinha aqui desapareceu cerca de 20 ou 30 anos atrás", conta Felix Keller.

Mas a paisagem que ele conheceu na infância não é mais a mesma. A camada de gelo que cobria essa área desapareceu há cerca de 20 ou 30 anos. O derretimento é visível: a água escorre entre as rochas, sinal do impacto direto das mudanças climáticas.
Para desacelerar esse processo, uma das estratégias adotadas é cobrir partes estratégicas das geleiras nos meses mais quentes do ano. O material utilizado lembra lã, mas é feito de plástico branco, refletindo a luz do sol e reduzindo o derretimento. Desde 2007, equipes instalam essas camadas protetoras para preservar o gelo.
Cada cobertura funciona como um bloqueador solar. Quando o frio retorna, as proteções são retiradas para permitir que a neve volte a se acumular.
"Nessa parte aqui o investimento é feito para preservar a área esquiável. Esse é o objetivo."

Além dessa solução, Felix trabalha em um projeto inovador: aproveitar a água do degelo para produzir neve artificial. A ideia já passou por testes bem-sucedidos e pode se tornar uma alternativa viável para manter as geleiras e garantir o turismo na região.
A tecnologia está pronta, agora falta o dinheiro. Mas ele espera que em dois anos possa mostrar essa solução ao mundo.
"Tenho orgulho da nossa equipe, porque temos cerca de 20 engenheiros... Eu, que sou glaciologista, e eles sabem como fazer essas máquinas. Realizar um projeto tão importante... é um prazer", diz Felix.

Fonte: Globo Repórter

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