
01/04/2025
A indústria da moda responde por 92 milhões de toneladas de lixo têxtil geradas anualmente no mundo, segundo a Boston Consulting Group. Mas, grandes marcas podem (e devem!) trabalhar para mudar esse cenário. Um exemplo é a C&A que, em 2024, arrecadou 78.522 peças com o Movimento ReCiclo, um dos maiores programas do varejo brasileiro para a destinação responsável e reciclagem de roupas usadas.
A arrecadação do ano passado representa um aumento de 30% em relação a 2023, quando foram coletadas 60 mil unidades. Desde sua criação, já são 350 mil peças encaminhadas para doação, reciclagem e reaproveitamento.
O volume crescente reflete o engajamento dos clientes e a ampliação das ações de circularidade da marca. Do total arrecadado em 2024, 55.119 peças foram doadas a instituições sociais, enquanto 14.010 passaram por reciclagem e foram transformadas em estopas para uso industrial. Outras 9.393 peças de jeans foram desfibradas e reaproveitadas na confecção da coleção de Jeans Circular.
“Imagine 14 mil armários inteiros esvaziados, com suas roupas ganhando um novo ciclo, seja por meio da doação ou da reciclagem. Esse é o impacto do ReCiclo, que já coletou 350 mil peças desde sua criação. Para nós, circularidade não é tendência, é um compromisso de longo prazo”, afirma Cyntia Kasai, gerente-sênior de ASG da C&A Brasil.
Atualmente, 72% da rede física da C&A já conta com urnas do ReCiclo, que será expandida ao longo do ano, permitindo que um número cada vez maior de consumidores participe ativamente dessa transformação.
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