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Mineradora submarina pede permissão aos EUA para operar ante falta de regulação internacional

01/04/2025

The TMC (Metals Company), pioneira no desenvolvimento da mineração submarina, anunciou que solicitará autorização dos Estados Unidos para explorar comercialmente minerais em alto-mar, um anúncio surpreendente que o Greenpeace chamou de tentativa "patética" de contornar as discussões multilaterais.
Depois de investir "mais de US$ 500 milhões" (R$ 2,88 bilhões) nos últimos dez anos para explorar e avaliar os cobiçados recursos em diversas áreas do Pacífico, "estamos prontos" para a fase industrial, declarou na quinta-feira o diretor-geral da empresa canadense, Gerard Barron.
"Fizemos o possível para minimizar o impacto ambiental", afirmou, negando acusações de cientistas e ONGs ambientais de que o projeto representa uma ameaça aos ecossistemas marinhos.
"O que precisamos é de uma revisão justa e de um regulador disposto a se envolver", acrescentou, apontando para as "repetidas falhas" da ISA (Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos), que até agora não conseguiu adotar um código que regule a exploração do subsolo em águas internacionais.
A IAMF, órgão autônomo criado pela Unclos (Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar), negocia essa regulamentação há mais de dez anos.
A atual sessão do Conselho em Kingston, capital da Jamaica, não obteve nenhum progresso após duas semanas de reuniões que terminam nesta sexta-feira.
A empresa canadense, através de sua subsidiária TMC USA, planeja enviar um pedido de licença à NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA) no segundo trimestre, valendo-se de uma lei americana de 1980.
Para o Greenpeace, trata-se de "outra manobra patética da TMC" e "um tapa na cara da cooperação internacional".
"Esta ação perpetua a perigosa corrida por recursos, cujas consequências desastrosas vemos em todo o mundo. O Pacífico não é um imóvel para ser comprado, vendido ou roubado", disse à AFP Louisa Casson, do Greenpeace em Kingston.

Fonte: Folha de S. Paulo

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