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Como o avanço do garimpo ilegal devasta a Amazônia e agora ameaça santuário de ´árvores gigantes´

08/04/2025

O Brasil vive uma corrida pelo ouro e viu crescer as áreas de garimpo ilegal no país, que agora ameaçam um santuário de árvores gigantes que existem há centenas de anos entre o Pará e o Amapá. A maior parte das áreas exploradas está no Norte do país, em meio à Amazônia, e é ilegal.
A busca pela riqueza contamina águas, afeta comunidades e ameaça até a segunda árvore mais alta da floresta, que tem quase o dobro da altura do Cristo Redentor. A árvore é um angelim-vermelho, que tem 85,4 metros de altura. Para se ter uma ideia, isso é quase o tamanho da Estátua da Liberdade, de Nova York.
Até 2020, a humanidade ainda não sabia que o raro angelim-vermelho de quase 90 metros existia, mas o garimpo já estava lá nas imediações.
O garimpo avança no país há décadas e tem regulamentação. No entanto, o que se entende por atividade garimpeira — um trabalho manual, com pouco lucro — não é mais real. A exploração de terras por ouro vem devastando áreas, impondo violência e arrecadando milhões. A corrida pelo ouro ganhou força em 2019, com a flexibilização da atividade somada à alta dos preços do ouro com a pandemia.

➡️Ao g1, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), afirma que "mantém diversas ações de fiscalização ao garimpo ilegal na Amazônia, tanto em campo como via satélite" [leia mais abaixo].

🔴 Hoje, o território de áreas usadas para o garimpo, segundo o dado mais recente do MapBiomas, que monitora o garimpo, é de 2,4 mil km². Isso equivale a quase duas vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com a análise de pesquisadores em um estudo publicado na revista científica "Nature", 77% de toda essa área tem exploração ilegal.


A corrida pelo ouro intensifica a pressão sobre a floresta. Garimpeiros avançaram, desmatando quilômetros de vegetação, poluindo rios, instalando pistas de voo em meio à natureza antes silenciosa e impondo violência sobre os povos locais. O caso mais recente revelado foi o do povo Yanomami, exposto à morte e à fome por causa do garimpo ilegal.
Desde que assumiu, o presidente Lula disse publicamente que tem um compromisso com o combate ao garimpo. O governo articulou uma força-tarefa com o Ministério da Defesa para intervir nos estados afetados e desarticular garimpeiros. Mas o que especialistas explicam é que é preciso mais para conter a atividade ilegal.

Conclua a leitura desta matéria clicando no g1

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