UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Indígenas da fronteira do Peru e Brasil vão a Brasília para barrar obras que ameaçam região

15/04/2025

Integrantes de povos indígenas Ashaninka, Yawanawá e de outras 12 etnias do Peru e Brasil visitaram ministérios, embaixadas e organizações em Brasília em busca de apoio para barrar, de forma definitiva, a proposta de construção de duas rodovias que atravessam territórios entre os dois países na região da amazônia.
As comunidades expressam preocupação com a construção de estradas devido a impactos ambientais e ao aumento de atividades como narcotráfico e exploração ilegal de recursos.
Segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aproximadamente 33,7% da Amazônia Legal já registram a presença de ao menos uma facção criminosa. Dos 772 municípios que compõem a região no país, 260 enfrentam diretamente a atuação do crime organizado.
O avanço da criminalidade também preocupa indígenas do país vizinho. Os indígenas denunciam a ausência do Estado na região das fronteiras, o que facilita a atuação de grupos criminosos. Ao menos 36 lideranças indígenas foram assassinadas na região desde 2013, segundo informações dos integrantes da mobilização.
O grupo representa a Comissão Transfronteiriça do Alto Juruá/Yurúa/Alto Tamaya, uma articulação formada por uma rede de comunidades e organizações indígenas e não indígenas localizadas na região de fronteira entre o Brasil e o Peru.
Entre os dias 3 e 8 de abril, eles participaram da 8ª Reunião da comissão em Brasília, que teve como foco o diálogo entre os povos e autoridades da capital federal. O objetivo é buscar a implementação de políticas públicas para garantia de proteção e diversidade sociocultural. As duas estradas entraram na pauta do encontro.
As lideranças se reuniram com representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, Justiça e Segurança Pública, Povos Indígenas e da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas). As atividades foram encerradas na última quarta-feira (9).
"[A construção de novas vias] gera a contaminação de rios, nascentes e compromete a saúde das comunidades, além de causar danos ao meio ambiente. Também afeta a vida social e a cultura dos povos da região", disse o coordenador da Opirj (Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá), Francisco Piyãko. Ele é da etnia Ashaninka, do Acre.
O território que o grupo representa e é afetado pelas estradas compreende a região de Alto Juruá, no lado brasileiro, e as regiões de Yurúa e Alto Tamaya, no lado peruano. São 11 terras indígenas no Brasil e 10 comunidades nativas no Peru.
Representantes pedem que seja definitivamente rejeitada a proposta de construção de uma rodovia entre as cidades de Cruzeiro do Sul, no Acre, e Pucallpa, na região de Ucayali, no Peru —a distância em linha reta entre Cruzeiro do Sul, no Acre, e Pucallpa, no Peru, é de aproximadamente 250 km. Pelas rotas terrestres disponíveis, são 3.000 km.

Termine de ler esta reportagem clicando na Folha de S. Paulo

Novidades

Fabricantes de instrumentos musicais tentam manter uso de pau-brasil

28/07/2026

Enquanto o elefante-africano e a tartaruga-de-pente não eram espécies ameaçadas de extinção, os fabr...

Pedras de demolição dão nova vida a banheiro público em Londres

28/07/2026

Pedras recuperadas de um edifício de escritórios demolido deram origem a um novo bloco sanitário pro...

Montanha de roupas descartadas que a Europa envia para o Chile já ultrapassa 60 mil toneladas e é visível do espaço

28/07/2026

Uma montanha com mais de 60 mil toneladas de roupas descartadas cresce a cada ano no deserto do Atac...

Espanha e França veem avanço de incêndios desacelerar, mas previsão de onda de calor preocupa

28/07/2026

O avanço dos incêndios na Espanha e França desacelerou nesta segunda-feira (27). No entanto, a previ...

Nem eles aguentam: camelos africanos sofrem com calor excessivo no deserto

28/07/2026

Os camelos são conhecidos como os "navios do deserto", mas nem mesmo esses animais resistentes estão...