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Branqueamento global de corais atinge quase 84% dos recifes no mundo, indica agência

24/04/2025

O branqueamento massivo de corais que vem ocorrendo há dois anos continua a bater recordes, com quase 84% dos recifes do mundo danificados, uma enorme ameaça para esses ecossistemas vitais para a vida marinha e para centenas de milhões de pessoas.
Os corais são muito vulneráveis ao aumento das temperaturas da água. E desde 2023, as temperaturas dos oceanos se mantêm em níveis sem precedentes, devido ao aquecimento global.
Como consequência deste superaquecimento e da acidificação dos mares provocada pelas emissões de gases de efeito estufa da humanidade, há dois anos ocorre um episódio de branqueamento global, o quarto desde 1998, que se estende pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.
"Entre 1º de janeiro de 2023 e 20 de abril de 2025, um estresse térmico sinônimo de branqueamento afetou 83,7% dos recifes do planeta", indicou a Agência Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) em sua última atualização publicada na segunda-feira (21).
Vários cientistas, reunidos pela Iniciativa Internacional de Recifes de Coral, alertaram na quarta-feira (23) em um comunicado sobre a magnitude do episódio atual.
A morte do coral, evidenciada por sua descoloração, é causada por um aumento da temperatura da água que provoca a expulsão de suas zooxantelas —algas que vivem em simbiose com ele—, que lhe fornecem seus nutrientes e sua cor brilhante. Se as altas temperaturas persistirem, o coral pode morrer.
No entanto, os recifes podem se recuperar se as temperaturas diminuírem durante um período sustentado ou se outros fatores como poluição ou sobrepesca forem reduzidos.
Mas as temperaturas registradas em determinadas regiões são suficientemente extremas para "provocar uma mortalidade de várias espécies ou quase total de um recife de coral", afirma a NOAA.
"A escala e o alcance do estresse térmico são impactantes", comentou Melanie McField, fundadora da Healthy Reefs for Healthy People. O branqueamento paira "sobre o recife como uma tempestade de neve silenciosa".
Cerca de um bilhão de pessoas vivem a menos de 100 km desses recifes e se beneficiam, pelo menos indiretamente, de sua presença.
Esses "superorganismos animais" abrigam uma imensa fauna, proporcionam sustento a milhões de pescadores, atraem turismo e também protegem as costas dos danos causados pelas tempestades ao atuar como quebra-mares.
Entre 70% e 90% dos corais poderiam desaparecer em um planeta onde a temperatura seja 1,5°C superior à da era pré-industrial, ou seja, o clima previsto pelos cientistas para o início da década de 2030.
No caso de um aquecimento global de 2°C, o limite fixado pelo Acordo de Paris, 99% estariam ameaçados.
Por enquanto, os compromissos dos países para reduzir a poluição por carbono levam o mundo a um clima que será 3,1°C mais quente no final do século, segundo a ONU.
"O vínculo entre as emissões de combustíveis fósseis e a mortalidade dos corais é direto e inegável", afirmou Alex Sen Gupta, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália.
O ano de 2024 foi o mais quente já registrado nos continentes e na superfície dos oceanos. O ritmo de aquecimento dos oceanos quase duplicou desde 2005, indicou em setembro o observatório europeu Copernicus.

Fonte: Folha de S. Paulo

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