
29/04/2025
Um fotógrafo brasileiro viveu um encontro raro nesta semana. Marcello Cavalcanti ficou frente a frente com uma fêmea de puma na Patagônia chilena enquanto liderava uma expedição fotográfica no Parque Nacional Torres del Paine, localizado no sul do país.
O episódio ocorreu na terça-feira (22), enquanto ele e mais nove pessoas fotografavam diversas paisagens dentro da reserva natural. O encontro com o felino chamou atenção por conta do animal ter ficado tanto tempo próximo a Marcello.
“Já estive próximo de pumas antes, mas nunca tão perto assim. Ela se aproximou de mim, e ficou por volta de um minuto à distância da minha mão. Um guia que estava com a gente falou ‘don’t move’ [não se mexa] e todos nós ficamos esperando ela se mover”, relata o fotógrafo.
Considerado o maior felino silvestre da Patagônia, os pumas costumam pesar entre 60 e 80 Kg e são animais que podem ser encontrados em diversos biomas ao longo de toda a extensão entre a América do Sul e América do Norte.
Eles também fazem parte da fauna brasileira, mas ficam atrás da onça-pintada, que tem o dobro do tamanho, com até 120 Kg.
“O puma do vídeo está acostumado à presença de pessoas por conta de um processo de habituação. Essa é a forma mais correta e ética cientificamente de aproximar a fauna do ser humano”, explica o biólogo André Lanna, doutor em Ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A habituação citada pelo especialista ocorreu de forma bem-sucedida no parque do Chile, que atualmente é o único lugar do mundo onde é possível observar essa espécie tão de perto, de acordo com o biólogo.
Esse processo é comumente usado em regiões de preservação de mata nativa. No Brasil, um exemplo desse método é o que acontece com a observação de onças-pintadas no Pantanal.
Mesmo o comportamento do animal chamando atenção por conta de como ele se mostrou adaptado à presença humana, os biólogos explicam que pumas não representam ameaça para pessoas pois, na Patagônia, ele se alimenta de guanacos (um animal similar à lhama).
No Brasil, suas presas são porcos-do-mato, pacas, tatus e cotias.
“No caso da Patagônia, antes o puma era visto como um problema por atacar rebanhos de carneiros. A partir do momento em que viram valor no convívio com a espécie, ele deixou de ser um predador e se tornou um atrativo para turismo. Muitas fazendas ao redor da região vivem desse disso hoje em dia”, conta Leandro Silveira, biólogo e presidente do Instituto Onça-Pintada.
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