UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Surfistas temem que mudança climática acabe com grandes ondas nos rios da Amazônia

13/05/2025

Surf em meio aos rios da Amazônia com ondas de até dois metros de altura. O fenômeno das pororocas atrai surfistas do mundo todo, mas agora eles estão preocupados que as mudanças climáticas possam acabar com elas.
A pororoca é um dos mais impressionantes fenômenos da natureza. Ela é formada pela elevação súbita das marés no oceano que se encontram na foz dos rios. O encontro dessas águas gera uma onda que sobe pelo leito do rio e permite a formação de uma megaonda.
O surfista brasileiro recordista Sergio Laus é um dos apaixonados pela pororoca. Numa manhã no fim de abril, com a superlua ainda no céu garantindo a alta da maré ele caminhou por quilômetros de lama até o Rio Mearim, na ponta leste da Amazônia, para surfar na maior pororoca restante do país.
“Uma onda quebra e se dissolve”, disse ele, comparando com as ondas do oceano. “Esta continua ganhando intensidade. É um tsunami na Amazônia", conta.
Mas o que ele vê hoje são ondas com metade do tamanho das que viu anos atrás. Elas são ainda menores do que as ondas de cinco metros que surfou no Rio Araguari, mais a oeste, antes que a erosão causada pela agricultura e pelas barragens secasse uma das maiores pororocas do Brasil.

“Olhando fotos antigas, eu disse: ‘Uau, olha o tamanho dessas ondas’”, contou. “Às vezes eu choro”, completou, explicando que sente falta das ondas enormes.

Laus, que quebrou dois recordes de surfe nas ondas mais longas do mundo, teme que o aumento do nível do mar e as secas provocadas pelas mudanças climáticas, somadas à erosão causada por represas e à ocupação agrícola, estejam alterando o equilíbrio que dá origem à pororoca.
E isso já começou a acontecer. No Rio Araguari, no leste do Amapá, um dos pontos mais conhecidos do país, o fenômeno desapareceu por 11 anos e só voltou em 2024. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a pororoca deixou de ocorrer após a construção de hidrelétricas e a abertura de canais para criação de gado na região.
A intervenção humana se soma aos efeitos das mudanças climáticas. Pesquisas mostram que o aquecimento global tem deixado partes da Amazônia mais quentes e alterado o regime de chuvas, afetando o volume de água nos rios.
Segundo o oceanógrafo Denilson Bezerra, da Universidade Federal do Maranhão, comunidades próximas ao Rio Mearim também perceberam que o mar está avançando mais para o interior. O movimento cria bancos de areia e novas áreas de manguezal que acabam bloqueando a maré.
“Sentimos o impacto disso na ocorrência da pororoca”, explica.

Fonte: g1

Novidades

Em Laranjeiras, casal de maritacas faz ninho em apartamento e filhotes e acabam sob os cuidados de moradora; vídeo

05/11/2026

Tem coisas que só acontece no Rio. Uma moradora de Laranjeiras, ali perto do Parque Guinle, voltou d...

VÍDEO: Grupo de golfinhos é visto no mar da Ilha Grande, em Angra dos Reis

05/11/2026

Um grupo de golfinhos-pintados-do-Atlântico foi visto no mar da Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ),...

Pesquisa da Ufes encontra peixes com tumores e deformidades 11 anos após desastre de Mariana; VÍDEO

05/11/2026

Onze anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, pesquisa realizada pela...

Brasil lança ´mapas do caminho´ para incentivar os países a diminuírem o desmatamento e o uso dos combustíveis fósseis

05/11/2026

Antes de passar o bastão da presidência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (...

5 regiões de recifes de coral estão em risco crítico no Brasil

05/11/2026

Cinco das oito ecorregiões de recifes de coral do Brasil estão em risco crítico de colapso, segundo ...

Cinco maneiras que o aumento do nível do mar pode afetar o Reino Unido e outros lugares

05/11/2026

O aumento do nível do mar pode parecer um problema dos outros se você mora no interior. Mas, mesmo a...