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China provoca chuva artificial em região seca com uso de drones

15/05/2025

Na região seca de Xinjiang, no oeste do país asiático, um experimento recente da Administração Meteorológica da China (CMA) demonstrou a eficácia da engenharia climática ao provocar uma chuva artificial equivalente a 30 piscinas olímpicas. A façanha foi realizada com o uso de drones e apenas 1 kg de iodeto de prata.
A operação ocorreu em uma área de mais de 8.000 km² — aproximadamente o tamanho da ilha da Córsega — utilizando drones de médio porte para semear nuvens com iodeto de prata, uma substância seis vezes mais densa do que a água. Os dispositivos realizaram quatro voos consecutivos a uma altitude de 5.500 metros, liberando o composto em forma de fumaça sobre as pastagens de Bayanbulak. A taxa de dispersão foi de 0,28 gramas por segundo, com cada barra de chama contendo 125 gramas da substância.
O resultado provocou um aumento superior a 4% na precipitação da região com a formação de cerca de 78.200 m³ adicionais de água. Esse volume foi confirmado por estimativas de supercomputadores, análises climáticas de longo prazo, imagens de satélite e validações com espectrômetros de gotas. As gotas de chuva aumentaram de 0,46 mm para 3,22 mm de diâmetro após a semeadura. As nuvens, por sua vez, esfriaram até 10°C e apresentaram um crescimento vertical de 3 km.
Desde 2021, o projeto integra 24 estações terrestres automatizadas conectadas a satélites e frotas de drones, formando um sistema tridimensional avançado de modificação climática, com capacidade de atuação durante todas as estações do ano. Entre os benefícios destacados estão a alta precisão, segurança operacional e ampla cobertura territorial.
Apesar de a semeadura de nuvens já ser utilizada em outras regiões chinesas — como Guizhou, Xangai, Gansu e Sichuan — o experimento em Xinjiang reacende questionamentos sobre os possíveis impactos ambientais de longo prazo e a real eficácia dessas intervenções. A tecnologia é vista com otimismo, especialmente em áreas castigadas por seca e desertificação, como os arredores dos desertos de Gobi e Taklamakan, onde o derretimento de geleiras ameaça o fornecimento de água para cerca de 25 milhões de pessoas.
No entanto, os próprios cientistas reconhecem que muitas dúvidas permanecem: até que ponto essas técnicas podem garantir um aumento consistente da chuva? Quais são os efeitos colaterais envolvidos? E como seriam os impactos de operações contínuas ao longo de um ano?
O experimento representa um marco na busca global por soluções artificiais para o clima. Com uma simples aplicação de iodeto de prata, a China demonstrou que, ao menos por um dia, é possível fazer chover onde a natureza já não consegue alcançar — e reacendeu o debate sobre até onde a ciência pode (ou deve) ir para controlar o tempo.

Fonte: CicloVivo

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