
20/05/2025
Uma equipe de pesquisadores da vida selvagem do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em colaboração com um colega do Museu Nacional da República Tcheca, descobriu uma nova espécie de sapo-flecha-venenoso na floresta amazônica brasileira. O grupo se aventurou nas profundezas da floresta tropical para aprender mais sobre espécies que vivem em partes ainda isoladas da selva. O estudo foi publicado no periódico PLOS ONE.
Apesar dos extensos esforços de pesquisa, muitas partes da floresta amazônica permanecem pouco estudadas devido ao seu isolamento. Nesta nova empreitada, os pesquisadores primeiro voaram em um pequeno avião e em seguida fizeram uma viagem de barco de 10 horas na bacia do Rio Juruá, seguido por uma longa caminhada pela floresta tropical com guias locais. Isso os levou a uma área dominada por palmeiras. Foi lá que observaram uma espécie de sapo desconhecida pela ciência. Eles capturaram várias amostras, incluindo girinos, e as trouxeram de volta ao laboratório para estudo.
A análise de DNA revelou que o sapo era uma nova espécie do gênero Ranitomeya. A equipe prontamente o batizou de Ranitomeya aquamarina, em homenagem à sua característica dominante — longas linhas azul-celeste ao longo do corpo. O sapo também possui pernas cor de cobre com manchas marrons e uma cabeça mais larga do que longa.
Ainda na selva, os pesquisadores fotografaram e filmaram o sapo em seu habitat natural. Descobriram que ele emitia um chamado de acasalamento único, composto por 16 a 35 notas, com duração de oito a 16 milissegundos. O novo sapo, como a maioria dos sapos-dardo-venenosos, é minúsculo, com apenas cerca de 1,5 a 1,7 centímetros. Ele também representa a primeira nova espécie a ser adicionada ao gênero em 10 anos.
A equipe observou que os sapos eram geralmente mais ativos no início e no final do dia, embora mudassem sua rotina durante os períodos de chuva. Eles também observaram que os sapos tendem a viver entre bananeiras-bravas e frequentemente se escondem sob folhas de palmeira caídas. Os sapos também foram observados apenas em uma pequena parte da floresta.
No texto de descrição completa do animal, publicada na revista científica ZooKeys, os pesquisadores afirmam que a diversidade de rãs ainda é muito pouco conhecida na Amazônia, especialmente na região do baixo e médio rio Juruá. “Embora estejamos apenas dando os primeiros passos para desvendar a biodiversidade desta área, já temos evidências da extraordinária riqueza da fauna local e já identificamos muitas novas espécies candidatas”, apontam.
Em uma publicação no Instagram, Alexander Tamanini Mônico, pesquisador de pós-doutorado pelo (INPA), compartilhou fotos da espécie e um texto, onde diz que “pessoalmente, essa descoberta trouxe desafios, crescimento e, acima de tudo, esperança”.
Fonte: CicloVivo
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