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Planeta tem 80% de chances de bater novo recorde de calor nos próximos 5 anos, diz ONU

29/05/2025

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à ONU, atualizou suas previsões para o futuro do clima no planeta e revelou que as temperaturas devem permanecer em níveis recordes. Segundo o levantamento, há 80% de chances de que pelo menos um dos próximos cinco anos supere 2024 como o mais quente da história.
O ano passado, além de ter destronado 2023 no ranking de calor da humanidade, foi ainda o primeiro a ultrapassar a barreira de 1,5ºC de aquecimento em relação aos níveis pré-industriais.
A OMM calcula que esse cenário muito provavelmente irá se repetir em breve, com 86% de chance de que pelo menos um dos próximos cinco anos ultrapasse também essa marca.
Há 70% de chance de que a média de temperatura para o período entre 2025 e 2029 supere 1,5ºC de aquecimento em relação aos valores anteriores à Revolução Industrial, referência adotada pelos cientistas para o clima antes do aquecimento favorecido pela emissão de gases causadores do efeito estufa.
Essa cifra revela o agravamento das previsões de aquecimento feitas pela OMM. No relatório do ano passado, a previsão de que o período de 2024 a 2028 tivesse média de temperatura superior a 1,5ºC era de 47%. No documento de 2023, a estimativa de 2023 a 2027 foi de 32%.
Embora se trate de um cenário considerado "excepcionalmente improvável", existe agora uma chance de 1% de que pelo menos um dos próximos cinco anos tenha um aquecimento superior a 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.
"Acabamos de vivenciar os dez anos mais quentes já registrados. Infelizmente, este relatório da OMM não traz sinais de alívio para os próximos anos, o que significa impactos negativos crescentes sobre nossas economias, nosso cotidiano, nossos ecossistemas e nosso planeta", disse a vice-secretária-geral da OMM, Ko Barrett.
A Organização Meteorológica Mundial afirma que 2025 é um ano crucial para a ação climática, com a COP30 —a 30ª conferência do clima da ONU, que acontece em novembro em Belém— analisando a atualização dos planos nacionais de redução de emissões, mais conhecidos pela sigla em inglês NDCs, que são essenciais para alcançar as metas do Acordo de Paris.
Firmado pela comunidade internacional em 2015, o Acordo de Paris tem como meta principal limitar o aquecimento do planeta a 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais. Esse é o limite, de acordo com os cientistas, para evitar os piores efeitos das mudanças climáticas.
Isso não significa que a vida na Terra irá acabar caso esta cifra seja ultrapassada, mas as consequências sobre o clima e os ecossistemas tendem a se agravar à medida que os termômetros vão subindo.
Não por acaso, a OMM destaca que "cada fração de grau de aquecimento afeta o desenvolvimento sustentável, as economias e vidas humanas".
Ainda que 2024 tenha ficado acima de 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais, e que provavelmente haja novos anos repetindo esse feito no futuro próximo, isso não significa que essa barreira tenha sido rompida definitivamente. Para que isso aconteça, seriam necessários 20 anos nesses patamares.
De acordo com os dados mais recentes da OMM, a estimativa da média de aquecimento para o período entre 2015 e 2034 ainda é de 1,44ºC.
Mesmo assim, os valores atuais de aquecimento já provocam efeitos em todo o mundo, intensificando e ampliando ondas de calor, afetando padrões de precipitação, com chuvas extremas e secas intensas, além do derretimento de mantos de gelo, aumento do nível dos mares e outros efeitos.
O relatório traz a previsão de "condições anormalmente secas" para a amazônia no período de maio a setembro de 2025 a 2029. Já no norte da Europa, no Sahel, no norte da Sibéria e no Alasca, a indicação é de condições mais úmidas do que a média entre 1991 e 2020.
A Organização Meteorológica Mundial destaca ainda a situação do Ártico. O aquecimento durante os próximos cinco invernos prolongados —período entre novembro e março— deverá ser mais de três vezes e meia superior à média global, ficando 2,4ºC acima dos valores de 1991 a 2020.
As previsões indicam que o gelo marinho sofrerá as consequências, com novas reduções na concentração nos mares de Barents, de Bering e de Okhotsk em março, entre 2025 e 2029.
As previsões indicam que o gelo marinho nessa região sofrerá as consequências, com novas reduções na concentração nos mares de Barents, de Bering e de Okhotsk em março entre 2025 e 2029.

Fonte: Folha de S. Paulo

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