UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Do fogo à vida: a jornada da onça-pintada que sobreviveu aos incêndios e deu à luz no Pantanal

01/07/2025

Os incêndios que atingiram o Pantanal em 2024 devastaram 2,6 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul, comprometendo a biodiversidade do bioma e afetando especialmente a fauna silvestre. Uma das sobreviventes das chamas tem uma história marcada por força e resiliência: a onça-pintada Miranda.
Na época, diversos animais precisaram ser resgatados para recuperação em centros especializados. A história da onça-pintada Miranda, que foi encontrada por equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA), chama atenção. Resgatada com queimaduras de segundo grau nas patas, a onça teve lacerações em várias partes do corpo. Nesta reportagem, você vai ler sobre a história do felino:
🔥 Fogo e resgate
❤️ Luta pela vida
🏞️ De volta à natureza
🐆Onça dá à luz filhote

🔥Fogo e resgate

Agosto de 2024 - O Pantanal vivia um dos piores períodos de queimadas. Mais de 2,62 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo em Mato Grosso do Sul, o equivalente a 13,6% da área total do bioma. Apesar de os incêndios serem comuns entre julho e agosto, a temporada foi antecipada para junho, agravada pela seca severa, eventos climáticos extremos e ação humana.
Foi neste cenário que a onça-pintada Miranda foi resgatada com ferimentos graves. Ela foi o primeiro animal da espécie a ser resgatado durante os incêndios daquele ano.
Miranda, que recebeu o nome em homenagem ao município onde foi encontrada, na região do Passo do Lontra, às margens do rio Miranda, tinha aproximadamente dois anos de idade. Antes do resgate, ela já havia sido avistada com dificuldades para andar

❤️Luta pela vida

Miranda foi encontrada escondida em uma manilha de concreto, onde tentava se proteger do fogo. A operação de resgate aconeceu no dia 15 de agosto de 2024 e durou cerca de 26 horas. No local, ela foi sedada pela equipe para receber os primeiros cuidados.
A onça foi resgatada em estado crítico com queimaduras de segundo grau nas patas e lacerações pelo corpo. Após o resgate, foi levada ao Hospital Veterinário Ayty, em Campo Grande (MS), referência no tratamento de animais silvestres na América Latina. O percurso entre as duas cidades tem 207 Km.
O tratamento durou 43 dias e incluiu curativos diários com pomadas cicatrizantes, ozonioterapia e sessões de laser para acelerar a cicatrização. Miranda também passou a receber de 3 a 5 quilos de carne por dia, o que a ajudou a recuperar peso e força.
Exames iniciais apontaram uma infecção, possivelmente causada pelos ferimentos, além de alterações renais e hepáticas. A expectativa da equipe veterinária era positiva. Ao fim do tratamento, Miranda estava pronta para voltar à natureza.

Veja os outros três fatos sobre a história do felino clicando no g1

Novidades

Sonda encontra pistas de atividade em Marte que pode favorecer ambientes para vida

05/11/2026

Marte pode não estar completamente inativo por dentro. Novos dados de uma sonda europeia revelaram s...

Países ricos financiam só um décimo do necessário para adaptação climática, diz ONU

05/11/2026

Os países ricos estão muito aquém dos US$ 305 bilhões (R$ 1,67 trilhão, na cotação atual) necessário...

Transição global da energia suja precisa estar em curso até 2033, diz chefia da COP30

05/11/2026

A presidência brasileira da COP30, cúpula das Nações Unidas sobre mudança climática realizada em Bel...

EUA destoam entre países ricos ao desacelerar medidas para conter aquecimento global, diz ONU

05/11/2026

A decisão dos Estados Unidos de escantear um compromisso climático crucial aumentou a probabilidade ...

PF desarticula quadrilha de tráfico de ovos de papagaios em investigação que começou com prisão de mulher no Galeão ano passado

03/11/2026

Dois homens foram presos na Espanha por suspeita de chefiarem um esquema de tráfico internacional de...