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Veja quanto o mar pode invadir o RJ até 2100 e por que praias como Ipanema e Copacabana estão em risco, segundo estudo da UFRJ

08/07/2025

As praias mais famosas do Rio de Janeiro já sofrem os efeitos do avanço do mar e da erosão costeira – e o cenário pode piorar. Copacabana, um dos principais cartões-postais do Rio, já perdeu cerca de 10% de sua faixa de areia nos últimos 10 anos.
Simulações feitas por pesquisadores da Coppe, instituto de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indicam que, até o fim do século, o mar pode avançar mais de 100 metros sobre o Rio — o suficiente para transformar inundações sazonais em permanentes.
A projeção foi feita com base em um estudo de modelagem hidrodinâmica (entenda abaixo) a partir da tese de doutorado da pesquisadora Raquel Santos, com coordenação do oceanógrafo Luiz Paulo de Freitas Assad, professor do Programa de Engenharia Civil da Coppe e do Departamento de Meteorologia da UFRJ.
Os impactos da elevação do nível do mar foram medidos da orla do Leblon à Baía de Guanabara. O estudo foi antecipado pelo jornal O Globo e o g1 também teve acesso.
O modelo indicou que o nível médio do mar pode subir 0,78 metro até 2100, com uma taxa de elevação de 7,5 mm por ano na costa do Rio — um valor superior à média global.
A projeção de avanço de até 100 metros considera não apenas a elevação do nível médio, mas também a intensificação de eventos extremos, como ressacas, que aceleram a erosão e reduzem a faixa de areia.
Além da redução da faixa de areia em Copacabana e a vizinha Leme, o estudo apontou que outras praias da Zona Sul — como Ipanema, Leblon e Botafogo — também devem encolher nas próximas décadas até 80 metros. Em eventos como maré alta e ressaca, o mar pode avançar outros 60 metros.
Além do aumento do nível médio, a pesquisa destaca que as praias do Rio, por estarem cercadas por construções e infraestrutura urbana, não têm espaço para recuar naturalmente, o que agrava o risco de perda definitiva da faixa de areia.
A pesquisa também projeta aumento do espelho d’água nas lagoas costeiras, como a Lagoa Rodrigo de Freitas, e risco de desaparecimento de áreas de manguezal, como a APA de Guapimirim.
Mais do que a perda de território, o estudo alerta para um risco mais grave: o mar permanecerá por mais tempo nas áreas alagadas.
O que hoje é uma inundação sazonal pode se tornar permanente, alterando o uso do solo e afetando diretamente a infraestrutura urbana.
“O aquecimento dos oceanos, a expansão térmica e o aumento do nível do mar são consequências diretas. Isso tudo altera a força das ondas, as marés e acelera a erosão costeira”, afirma Luís Assad, oceanógrafo e professor do Programa de Engenharia Civil da Coppe e do Departamento de Meteorologia da UFRJ.
Segundo o Índice de Vulnerabilidade Costeira (IVC) calculado no estudo, mais de 75% da costa entre a Bahia e o Rio Grande do Sul apresenta alta vulnerabilidade à elevação do mar.
A costa do Rio está entre os trechos mais críticos, devido à densidade urbana, à ocupação costeira e à baixa capacidade de adaptação.

Conclua a leitura desta reportagem clicando no g1

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