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Maré baixa faz desenhos de 500 anos reaparecerem em praia do Havaí

05/08/2025

Na costa de Waianae, em Oahu, no Havaí, um tesouro arqueológico ressurgiu da areia. Um painel de petróglifos, desenhos rupestres com mais de 500 anos, ficaram visíveis novamente na manhã de 12 de julho, por conta do recuo da maré.
Os desenhos antigos estão concentrados ao longo de 35 metros de faixa de areia. São 26 petróglifos havaianos, que representam figuras humanas estilizadas e símbolos enigmáticos, que foram gravados em arenito há mais de cinco séculos.
A última vez que essas gravuras antigas haviam ficado totalmente expostas foi entre 2016 e 2017, quando foram descobertas por um casal durante um passeio à beira-mar.
Nessa época, foi possível avistar 18 representações humanas e oito formas abstratas. Algumas das figuras variavam entre 15 centímetros a mais de 2 metros, um tamanho incomum para esse tipo de arte rupestre no Havaí. Oito delas apresentam traços que podem indicar características masculinas, enquanto outras mostram poses dinâmicas, possivelmente ligadas a rituais e cerimoniais.
Os pesquisadores locais acreditam que o painel pode representar uma história tradicional havaiana relacionada à agricultura e aos ciclos do sol. Eles destacam uma figura maior com braços em posições distintas, um suposto símbolo do nascer e do pôr do sol.
O local fica em uma praia pública divisa ao Centro Recreativo do Exército de Pililaau, e é preservada pelo Exército dos EUA, que trabalha em parceria com comunidades nativas havaianas. Eles atuam na conservação de mais de 1.800 sítios arqueológicos e locais sagrados em Oahu e na Ilha do Havaí.
“Ao proteger sítios culturais como esses petróglifos, honramos a herança do Havaí e construímos laços comunitários mais fortes”, afirma Dave Crowley, gerente do programa, em comunicado. A equipe liderada por ele utiliza tecnologias como fotogrametria 3D para registrar digitalmente os sítios, além de promover visitas culturais para grupos nativos havaianos e treinamentos de conscientização para militares.
Embora o painel de petróglifos esteja em uma área pública, seu acesso pode ser limitado para evitar danos. O Exército promove visitas guiadas para grupos culturais havaianos e utiliza modelos 3D para permitir que o público explore os petróglifos virtualmente.
Enquanto as ondas do Pacífico continuam seu movimento eterno, essas gravuras ancestrais permanecem como um elo entre o passado e o presente, contando histórias de um povo que, muito antes da chegada dos europeus, já dominava a arte de eternizar sua cultura na pedra.

Fonte: Revista Galileu

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