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Casa impressa em 3D usa terra ao invés de cimento

05/08/2025

A Lib Earth House é uma casa impressa em 3D, uma tecnologia que está cada vez mais presente em construções. A novidade nesta residência, localizada na província de Kumamoto, no Japão, é o uso de terra no lugar de cimento. Uma mistura de terra, cal e fibras naturais forma a estrutura desta casa, que tem 100 metros quadrados.
A pegada ambiental do projeto fica ainda menor quando consideramos que a Lib possui autossuficiência energética e foi construída usando materiais locais, recicláveis e de baixo impacto. Para melhorar, a meta dos idealizadores é construir mais 10 mil casas como essa até 2040.
O Modelo B da Lib Earth House é realmente uma evolução na quando pensamos em projetos casas sustentáveis. Ao contrário da maioria das casas impressas em 3D, que utilizam concreto como base estrutural, este modelo foi construído com materiais naturais e biodegradáveis.
A solução está em uma mistura especial desenvolvida pela empresa japonesa Lib Work, em conjunto com a empresa de engenharia Arup e a fabricante italiana de impressoras WASP. O resultado é um material resistente e ecológico.
Quando a casa chegar ao fim de sua vida útil, muitos de seus componentes podem ser reincorporados ao solo, evitando resíduos de demolição e fechando o ciclo de vida de forma consistente com os princípios da economia circular. A mesma vantagem está garantida no caso de reformas ou mudanças estruturais que exijam a demolição de parte da residência.
O processo de construção começa com uma impressora 3D que aplica camadas do composto de terra seguindo um projeto digital. Após a montagem da estrutura principal, uma equipe adiciona os toques finais: envidraçamento, portas, telhado e acessórios.
O interior é surpreendentemente iluminado, espaçoso e as paredes em camadas deixam a mostra o processo construtivo, em um design orgânico e agradável. A iluminação natural vem de um espaço aberto no centro da casa e a madeira é usda como material pra decorar e cobrir partes das paredes.
A eficiência energética é outra característica do projeto. A casa opera de forma autônoma graças a painéis solares e um sistema de armazenamento de energia. Os sistemas de ar-condicionado, iluminação e até mesmo o banheiro podem ser controlados por um smartphone.
Nesta primeira construção, sensores integrados coletam dados sobre condensação, isolamento e durabilidade, permitindo avaliações contínuas para aprimorar os modelos futuros da Lib Earth House.
om a meta de entregar mais 10 mil casas até o final de 2040, opróximo passo é automatizar todo o processo de construção , do início ao fim, o que poderá reduzir ainda mais custos e tempo.
O uso de materiais locais ao invés de matérias-primas industriais reduz as emissões de CO₂ associadas ao transporte e aos processos químicos. No Japão, onde desastres naturais são frequentes, esses tipos de casas leves e adaptáveis podem se tornar soluções resilientes para áreas rurais ou afetadas por emergências climáticas.
Além de toda a tecnologia presente na construção, a Lib Earth House se destaca como exemplo tangível de como repensar a arquitetura a partir de uma perspectiva de verdadeira sustentabilidade. O projeto faz mais do que reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao eliminar o cimento e optar por materiais naturais e locais, a estrutura diminui a geração de resíduos graças à sua capacidade natural de decomposição e reciclagem.
Do ponto de vista social, o modelo garante acesso à moradia digna, uma vez que sua construção pode ser automatizada e dimensionada para reduzir custos. Outras vantagens são prazos menores de entregas e a adaptação a contextos de emergência climática.

Para assistir ao processo de construção e o resultado final clique no vídeo em CicloVivo

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