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Cientistas alertam para risco de extinção dos vaga-lumes; entenda principais causas

07/08/2025

Uma das espécies mais simpáticas do reino animal está ameaçada de extinção.
Como não se apaixonar por essas pequenas criaturas que brilham no escuro? São mais de 3 mil espécies de vaga-lumes espalhadas pelo planeta. E a maioria delas está no Brasil. Só que está cada vez mais difícil encontrar algum desses besouros piscando por aí.
Segundo os cientistas, as principais causas para o desaparecimento dos vaga-lumes são o aquecimento global, os desmatamentos, os agrotóxicos e a maior incidência de luzes artificiais com o crescimento das cidades. Tudo isso contribui para a redução das populações do inseto. Nesse ritmo, num futuro próximo, só será possível avistar vaga-lumes em vídeos antigos ou com uso de inteligência artificial.
Os cientistas chamam de bioluminescência a luz que os vaga-lumes produzem. Ela é resultado de reações químicas produzidas a partir da necessidade do inseto de atrair presas, assustar predadores ou criar um clima propício para o acasalamento.
"Eles são bioindicadores de qualidade de ambiente, ou seja, se é um ambiente bem protegido em níveis de poluição luminosa, é um ambiente bem conservado, ele está indicando ali que aquele ambiente é bom para a vida humana e para a vida desses seres também", afirma Stephanie Vaz, coordenadora para América do Sul para proteção dos vaga-lumes.
Os vaga-lumes também se alimentam de lesmas que transmitem doenças aos seres humanos. No atual ritmo de desaparecimento, pesquisadores estimam que, nos próximos 30 anos, metade da população de vaga-lumes deixará de existir.
Stephanie participou de um congresso internacional sobre o assunto no México semana passada e lembra dos países que já criaram santuários para garantir a sobrevivência desses seres em forma de luz.
"No Brasil, no entanto, a gente não tem ainda esses santuários, eles estão presentes só na nossa memória afetiva da infância e não mais presentes, então a gente vai criando um esquecimento. Então, para mim, a minha pesquisa envolve trazer isso para novas gerações e não querer que eles desapareçam também", destaca Stephanie Vaz, coordenadora para América do Sul para proteção dos vaga-lumes.

Fonte: g1

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