
12/08/2025
Um incêndio atingiu cerca de 2.000 m² do Parque Estadual do Juquery, em Franco da Rocha, neste sábado (9). Três suspeitos foram detidos, todos adolescentes, e já foram liberados.
Em 2021, o parque teve 53% de sua área verde consumida pelo fogo, em incêndio que durou quatro dias. Na época, as chamas foram ocasionadas pela queda de balão no local, último remanescente do bioma cerrado na Região Metropolitana de São Paulo. Três baloeiros foram detidos e liberados sob fiança.
O incêndio foi detectado às 16h, segundo a Prefeitura de Franco da Rocha, e consumiu tanto vegetação nativa quanto exótica. O trabalho conjunto da Defesa Civil do município e de Caieiras, além de bombeiros militares, florestais e da equipe de segurança do Complexo Hospitalar do Juquery durou pouco mais de duas horas. A rápida resposta impediu que o alastramento fosse maior e atingisse áreas sensíveis do parque.
Pelo seu perfil em uma rede social, o parque postou imagens do fogo e do terreno queimado. "Graças à pronta atuação da nossa equipe de Bombeiros Civis Florestais, com apoio das Defesas Civis e do 5º GB do Corpo de Bombeiros, o fogo foi controlado. A GCM de Franco da Rocha deteve, em flagrante, três menores responsáveis pelo crime ambiental."
Atear fogo em unidades de conservação é crime sujeito a reclusão, multa e outras penalidades. Segundo a Prefeitura de Franco da Rocha, a Guarda Civil Municipal recebeu uma denúncia de que teriam sido três adolescentes que iniciaram o fogo —não há, desta vez, a atribuição a balões. Os adolescentes foram localizados, abordados e liberados, conforme a lei. Um isqueiro e uma munição calibre .38 foram apreendidos.
Equipes do parque fazem a avaliação da área atingida. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil), informou que faz a capacitação de equipes com diferentes órgãos, entre eles a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Fundação Florestal (que cuida do Parque do Juquery) no âmbito da Operação SP Sem Fogo para prevenção e combate de incêndios florestais.
Em 2021, na mesma época de estiagem, a queda de um balão causou um incêndio que acabou com mais de 50% do parque, em uma área de 1.175 hectare. O parque tem 2.058 hectare, o que corresponde a mais 20,5 milhões de metros quadrados.
Durante os dias do incêndio, as cinzas foram transportadas pelo vento para a capital paulista e moradores de diversas regiões relataram uma "chuva de fuligem" invadindo casas.
Criado em 1993, o parque abriga o último grande remanescente de Cerrado na região metropolitana de São Paulo. O local foi criado com o objetivo de conservar mata nativa e áreas de mananciais do Sistema Cantareira.
No local, habitam espécies animais como onça parda, lobo guará, tatu canastra, tamanduá-mirim, capivara, cachorro do mato, jararaca, cobra coral, tucano, seriema, veado-campeiro e jaguatirica, entre outras.
"O que mais dói é que daqui a gente ouve o grito dos bichinhos lá embaixo, pedindo socorro, e a gente não consegue ajudar. A gente não pode entrar lá para salvar o bicho, senão a gente morre queimado”, disse o guarda civil Adelson Oliveira, na época do combate às chamas.
Apesar da tragédia, três meses e meio depois a mata se recuperou e equipes de monitoramento de fauna registraram a volta de animais ao parque.
Fonte: g1
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