
21/08/2025
Famílias que há gerações trabalham catando caranguejos em mangues do Rio não conseguem mais se manter da atividade pesqueira tradicional. A quantidade de lixo nos manguezais tem matado os animais e dificultado a reprodução no habitat.
“Eu tô com 52 anos, eu tô perdendo as forças já. Estou perdendo a guerra para o lixo. Como não se emocionar vendo o planeta dessa forma?”, questiona o pescador Arenildo Vieira Navega.
Ele e a esposa Angelita Teófilo se dedicam à atividade há mais de 25 anos. Eles aprenderam o ofício com a família.
“Acredito que a maioria dos caranguejeiros não conseguem mais sobreviver disso porque não tem mais. Para todo lado que você olha, só tem lixo. Não era o que eu sonhava, estar dentro do mangue catando lixo, lixo que não sou eu que produzo”, desabafa o homem.
O RJ1 denunciou a quantidade de lixo e plástico que cobre parte de um manguezal na área de proteção ambiental de Guapimirim. São milhares de garrafas e outros objetos, como bancos de ônibus e televisões em uma área que deveria ser filtro ambiental.
São camadas de lixo em cima de um solo que é berçário de vida. Mudas de vegetação e animais tentam se reproduzir ainda nessas áreas, mas a poluição tem dificultado cada vez mais.
Em meio a isso, quem antes sobrevivia dos caranguejos, hoje cata lixo para complementar a renda. Os relatos são de mais de 12 horas de trabalho por dia.
Para ter acesso ao mangue vivo, onde ainda há animais, é preciso caminhar quilômetros manguezal adentro.
A matéria na íntegra pode ser lida no g1
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