UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
O ambicioso plano soviético para desviar o curso dos rios da Sibéria com bombas atômicas

21/08/2025

A oeste dos montes Urais da Rússia, encontra-se um corpo d´água pitoresco chamado lago Nuclear.
É de difícil acesso, e os visitantes precisam viajar para o norte de barco pelos rios Kolva e Visherka a partir da pequena cidade de Nyrob, onde os czares exilavam seus oponentes políticos.
O lago, que mede cerca de 690 metros em seu ponto mais amplo, não está conectado diretamente às dezenas de vias fluviais próximas, e o acesso final é feito a pé por uma trilha pantanosa.
Para chegar às suas margens, é preciso passar por placas de metal enferrujadas que avisam que você está entrando em uma "zona de perigo de radiação" e que a perfuração e a construção são proibidas.
"A água era transparente", conta Andrei Fadeev, um blogueiro russo da cidade de Perm, que viajou para o lago Nuclear em um dia ensolarado no verão de 2024.
"Eu gostei", diz ele, embora seu dosímetro (dispositivo usado para medir a exposição à radiação) tenha mostrado pontos em que os níveis radioativos estavam mais altos do que o normal.
"Não havia uma atmosfera de ameaça ou algo do gênero. Pelo contrário... acho que a taiga do norte [floresta boreal] simplesmente retomou o lugar."
O lago Nuclear foi formado em 23 de fevereiro de 1971, quando a União Soviética disparou simultaneamente três dispositivos nucleares enterrados a 127 metros de profundidade. A potência de cada dispositivo era de 15 quilotoneladas (aproximadamente a mesma que a da bomba atômica lançada sobre Hiroshima em 1945).
O experimento, chamado "Taiga", fazia parte de um programa soviético de duas décadas para realizar explosões nucleares pacíficas (ENP).
Nesse caso, as explosões deveriam ajudar a escavar um enorme canal para conectar a bacia do rio Pechora com a do rio Kama, um afluente do Volga.
Essa conexão teria permitido aos cientistas soviéticos desviar parte da água destinada ao Pechora, e enviá-la para o sul por meio do Volga.
Isso teria desviado um fluxo significativo de água destinado ao oceano Ártico para as regiões quentes e densamente povoadas da Ásia Central e do sul da Rússia.
Esta foi apenas uma de uma série de "inversões fluviais" gigantescas projetadas para alterar o rumo das grandes vias fluviais eurasiáticas da Rússia.
O redirecionamento tinha como objetivo alterar não apenas o Volga, mas também vários rios siberianos, enviando a água milhares de quilômetros para o sul por meio de canais e reservatórios.
Anos depois, Leonid Volkov, cientista envolvido na preparação das explosões do projeto Taiga, relembrou o momento da detonação.
"A contagem regressiva final começou: ...3, 2, 1, 0... então fontes de terra e água jorraram para cima", ele escreveu. "Foi uma visão impressionante."
Apesar dos esforços soviéticos para minimizar a chuva radioativa mediante o uso de explosivos de baixa fissão, que produz menos fragmentos atômicos, as explosões foram detectadas em lugares tão distantes quanto os Estados Unidos e a Suécia, cujos governos apresentaram queixas formais, acusando Moscou de violar o Tratado de Proibição Parcial de Testes Nucleares.

A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo

Novidades

PF desarticula quadrilha de tráfico de ovos de papagaios em investigação que começou com prisão de mulher no Galeão ano passado

03/11/2026

Dois homens foram presos na Espanha por suspeita de chefiarem um esquema de tráfico internacional de...

Pescadores se mobilizam e salvam raia gigante presa em rede de pesca em Arraial do Cabo: ´Foi embora, solta e com vida´; VÍDEO

03/11/2026

Pescadores de Arraial do Cabo se mobilizaram para devolver uma raia gigante ao mar nesta quinta-feir...

16ª Virada Sustentável ocupa São Paulo de 5 a 8 de novembro

03/11/2026

Entre os dias 5 e 8 de novembro de 2026, a cidade de São Paulo receberá a 16ª edição da Virada Suste...

Incêndio de grandes proporções em Alter do Chão (PA) é controlado; bombeiros e brigadistas combatem novos focos

03/11/2026

Bombeiros militares, brigadistas voluntários e indígenas locais, da etnia borari, seguem atuando nes...

Fibras de carpete descartadas tornam concreto mais resistente

03/11/2026

Pesquisadores da Universidade RMIT, em Melbourne, na Austrália, desenvolveram uma técnica que incorp...