UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
O que é o “novo normal” do clima?

18/09/2025

Secas cada vez mais longas, enchentes em períodos inesperados e ondas de calor acima do habitual.
Fenômenos que antes eram classificados como exceção começam a se repetir em diferentes regiões e a se tornar parte da rotina.
Para a ciência, esse cenário tem nome: o “novo normal” do clima.
O termo começou a ser usado no início dos anos 2000 para traduzir uma constatação incômoda, o planeta mudou, e não voltou mais ao que era.
Eventos extremos que antes apareciam em intervalos de décadas passaram a ocorrer praticamente todos os anos, muitas vezes em paralelo em diferentes pontos do globo.
No Brasil, exemplos recentes ajudam a entender a dimensão dessa mudança.
Em 2024, a Amazônia viveu a pior seca de sua história, com rios no volume mais baixo já registrado.
No mesmo período, o Sul do país foi atingido por enchentes devastadoras que afetaram centenas de municípios.
Já o verão de 2025 terminou como o segundo mais quente já observado, com temperaturas bem acima da média histórica.
Até os chamados “padrões de referência” do clima já estão diferentes. As normais climatológicas — médias de temperatura e precipitação usadas como base para indicar o que é típico em cada região — revelam que a realidade atual é mais quente do que nunca.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os dados mais recentes confirmam que o novo padrão climático já é marcado por temperaturas mais elevadas e, em alguns locais, por alterações significativas na distribuição das chuvas.
Em outras palavras, aquilo que era considerado o clima médio de uma região já não vale tanto mais.
Apesar de consolidado, o uso da expressão “novo normal”, contudo, divide opiniões.
Especialistas alertam que o termo pode ser enganoso, pois dá a impressão de estabilidade.
A realidade, no entanto, é que o clima continua mudando — e em ritmo cada vez mais acelerado.
Por isso, o uso de outra expressão também vem crescendo nos últimos tempos: “novo anormal”.
A ideia aqui é enfatizar que a crise climática não encontrou um ponto de equilíbrio e que os impactos tendem a se intensificar nos próximos anos.

Fonte: g1

Novidades

Onde está a Sueli? Arara monitorada reaparece na Floresta da Tijuca após fuga; equipe tenta fazer recaptura

29/10/2026

A arara-canindé Sueli, que participa do projeto de reintrodução da espécie no Parque Nacional da Tij...

Partiu Reciclar: mapa indica pontos de descarte na rede Carrefour

29/10/2026

Além de materiais recicláveis, como o plástico, metais, papel e vidro, outros resíduos precisam ter ...

Governo restabelece regras e libera pesca na foz do Rio Doce após 10 anos do desastre de Mariana

29/10/2026

Após 10 anos, o governo federal publicou uma portaria que restabelece as regras e libera as atividad...

Áreas de vegetação nativa ficaram menores e mais isoladas no Brasil; país tem 3,4 milhões de fragmentos

29/10/2026

As áreas de vegetação nativa do Brasil ficaram menores e mais isoladas nas últimas décadas. Em 2024,...

Pará tem mais da metade dos focos de incêndio no Brasil

29/10/2026

O Pará concentrou mais da metade dos focos de queimada em andamento no Brasil de domingo (25) até se...

Califórnia abriga o maior berçário de polvos de águas profundas

29/10/2026

Em 2018, pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey identificaram uma con...