UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Vegetais podem absorver nanoplásticos durante o cultivo

02/10/2025

A poluição plástica tornou-se um dos maiores desafios ambientais do século. Uma nova pesquisa conduzida pela Universidade de Plymouth, no Reino Unido, revelou que nanoplásticos, partículas com tamanho inferior a um milionésimo de centímetro, podem ser absorvidos pelas partes comestíveis de vegetais durante o cultivo.
“As plantas têm uma camada dentro de suas raízes chamada faixa de Caspary, que deve atuar como uma forma de filtro contra partículas, muitas das quais podem ser prejudiciais”, explica o Dr. Nathaniel Clark, professor de Fisiologia na Universidade e principal autor do estudo. Esta é a primeira vez que uma pesquisa demonstra que partículas nanoplásticas conseguem ultrapassar essa barreira, com potencial para se acumularem nas plantas e serem transmitidas a qualquer alimento que as consuma.
Utilizando rabanetes cultivados em sistema hidropônico, os cientistas expuseram as plantas a uma solução contendo nanopartículas de poliestireno com carbono radiomarcado. Após cinco dias de experimento, foi constatado que quase 5% das partículas foram retidas pelas raízes, o que representa milhões de nanoplásticos absorvidos.

Das partículas absorvidas:

* 25% chegaram às raízes comestíveis, que são consumidas diretamente pelos humanos.
* 10% se acumularam nas folhas, revelando o potencial de contaminação em diferentes partes da planta.

Esse estudo demonstra um novo caminho de exposição humana e animal aos nanoplásticos: o consumo de vegetais cultivados em ambientes contaminados.

De acordo com os estudiosos, não há razão para acreditar que isso seja exclusivo deste vegetal, havendo uma clara possibilidade de que nanoplásticos estejam sendo absorvidos por diversos tipos de produtos cultivados em todo o mundo.
As descobertas levantam preocupações significativas sobre a segurança alimentar e os impactos ambientais e à saúde humana relacionados à exposição contínua a micro e nanoplásticos.
O trabalho faz parte da nossa crescente compreensão sobre o acúmulo e os efeitos potencialmente nocivos das micro e nanopartículas na saúde humana.
Além de vegetais, a mesma equipe da Universidade de Plymouth já havia demonstrado a rápida absorção de micro e nanoplásticos por moluscos e peixes, reforçando que essas partículas se movem ao longo da cadeia alimentar.
A Universidade de Plymouth afirma ser pioneira em pesquisas sobre microplásticos, estando, há mais de 20 anos, mostrando a presença de partículas de plástico desde as partes mais profundas do oceano global até as encostas do Monte Everest.

Conclua esta leitura clicando no CicloVivo

Novidades

Mês de março presenteia a natureza com ´explosão´ de várias espécies de borboletas

19/03/2026

Onde quer que estejam, elas não passam despercebidas. As borboletas podem ser vistas o ano todo, mas...

Água do rio Tietê fica verde em trecho de 100 km no interior paulista

19/03/2026

A água do rio Tietê ficou verde nos últimos dias numa faixa de cerca de cem quilômetros em município...

COP15: por que Campo Grande foi escolhida para sediar encontro global sobre espécies migratórias

19/03/2026

Campo Grande vai receber entre os dias 23 e 29 de março a 15ª Conferência das Partes da Convenção so...

Piranha-preta: entenda comportamento da espécie após captura de peixe ´gigante´ no AM

19/03/2026

A captura de uma piranha-preta de cerca de 40 centímetros no Lago do Miriti, em Manacapuru, no inter...

Resgate de animais silvestres ajuda a salvar a biodiversidade

19/03/2026

Animais silvestres resgatados, seja do tráfico ilegal, vítimas de maus-tratos ou de entregas voluntá...