
07/10/2025
"Eu sempre acreditei na minha mudança e pensava positivo". É assim que Daniel Lemos, 36, hoje em liberdade condicional, refere-se a sua transformação, desde que começou a plantar mudas como parte de um programa de reflorestamento em Magé, na Baixada Fluminense.
A iniciativa no Rio de Janeiro faz parte do projeto Replantando Vida, que envolve detentos em regimes fechado, semiaberto e aberto para conservação e restauração dos mananciais de abastecimento público.
A atividade instala viveiros de mudas nativas da mata atlântica dentro de unidades prisionais. Os presos participantes recebem um salário mínimo. Atualmente, o projeto conta com cinco bases florestais.
Três delas funcionam dentro de unidades prisionais: em Resende, Magé e Itaperuna. As outras estão em áreas da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), nos mananciais de Guandu e Rio Pomba. A ação, desde 2001, é coordenada pela Cedae, que custeia os salários e o treinamento.
São 550 apenados participando atualmente. Já passaram mais de 6.000 pessoas pelo programa. Ao todo, foram mais de 4,5 milhões de mudas plantadas.
Presos do regime fechado atuam na produção das mudas, enquanto os que estão em regime semiaberto saem diariamente para o plantio e manutenção até que as áreas revegetadas se consolidem como florestas.
"Trabalhamos com 250 espécies de mudas, sendo 40 ameaçadas de extinção", afirma Allan Henrique Marques, engenheiro florestal do projeto.
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