UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Gelo marinho da Antártida atinge terceiro menor nível em quase meio século

07/10/2025

A superfície gelada do mar na Antártida atingiu seu terceiro menor nível no último inverno, em quase meio século de monitoramento, segundo anuncio de pesquisadores realizado nesta terça-feira (30). Eles destacaram a influência crescente das mudanças climáticas no polo sul do planeta.
Todos os anos, durante o inverno no hemisfério sul (de junho a setembro), o oceano ao redor da Antártida congela por centenas de quilômetros para além do continente branco e atinge seu pico entre setembro e outubro, antes que se inicie o ciclo de degelo.
Este ano, o gelo atingiu seu pico máximo em 17 de setembro, quando chegou a quase 18 milhões de quilômetros quadrados, segundo dados preliminares do Centro Nacional de Dados sobre a Neve e o Gelo, uma instituição americana vinculada à Universidade do Colorado, em Boulder.
O dado de 2025 é o terceiro mais baixo, atrás dos números de 2023 e 2024, que por sua vez foram os menores em 47 anos de medições. Os últimos três anos estiveram muito abaixo dos dados históricos normais.
O pesquisador científico sênior Ted Scambos, da Universidade do Colorado em Boulder, disse à AFP que até 2016, as medições do gelo marinho na Antártida mostravam "um aumento errático, mas leve ao longo do tempo".
Mas, "o que parece estar acontecendo é que o aquecimento dos oceanos ao redor do globo agora está se misturando com a água mais próxima da Antártida", o que significa que as mudanças climáticas finalmente chegaram aos mares congelados mais ao sul do continente.
O gelo flutuante não aumenta o nível do mar quando derrete, mas seu degelo substitui as superfícies brancas que refletem de volta para o espaço quase toda a energia do Sol por água azul-escura, que por sua vez, absorve a mesma quantidade de energia.
O gelo marinho também atua como um tampão estabilizador, evitando que o manto de gelo antártico entre no oceano, elevando o nível do mar. Além disso, reduz o impacto das ondas antes que estas cheguem à costa e diminui o efeito dos ventos no oceano.
Por outro lado, também provoca um efeito contrário. "Podemos ver mais nevascas na Antártida porque o ar úmido sobre o oceano ficaria mais perto da costa... As tempestades que chegam ao manto de gelo levariam mais umidade e, portanto, produziriam mais nevascas no continente, o que compensaria o aumento do nível do mar", disse Stamos.
O manto de gelo antártico contém gelo terrestre suficiente para elevar os mares a um nível suficiente para inundar costas baixas em todo o mundo, mas um impacto catastrófico como este provavelmente ocorreria ao longo dos séculos.
Cerca de 90% do calor gerado pelo aquecimento global provocado pelo homem é absorvido pelos oceanos.

Fonte: Folha de S. Paulo

Novidades

Onde está a Sueli? Arara monitorada reaparece na Floresta da Tijuca após fuga; equipe tenta fazer recaptura

29/10/2026

A arara-canindé Sueli, que participa do projeto de reintrodução da espécie no Parque Nacional da Tij...

Partiu Reciclar: mapa indica pontos de descarte na rede Carrefour

29/10/2026

Além de materiais recicláveis, como o plástico, metais, papel e vidro, outros resíduos precisam ter ...

Governo restabelece regras e libera pesca na foz do Rio Doce após 10 anos do desastre de Mariana

29/10/2026

Após 10 anos, o governo federal publicou uma portaria que restabelece as regras e libera as atividad...

Áreas de vegetação nativa ficaram menores e mais isoladas no Brasil; país tem 3,4 milhões de fragmentos

29/10/2026

As áreas de vegetação nativa do Brasil ficaram menores e mais isoladas nas últimas décadas. Em 2024,...

Pará tem mais da metade dos focos de incêndio no Brasil

29/10/2026

O Pará concentrou mais da metade dos focos de queimada em andamento no Brasil de domingo (25) até se...

Califórnia abriga o maior berçário de polvos de águas profundas

29/10/2026

Em 2018, pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey identificaram uma con...