UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Flor do deserto do Atacama é estudada para entender plantas que toleram seca

14/10/2025

No Atacama, o deserto mais seco do mundo, os cientistas estão estudando uma flor pequena e resistente que pode conter pistas genéticas para ajudar as plantações a resistirem ao agravamento das condições de seca causadas pelas mudanças climáticas.
A Cistanthe longiscapa, conhecida localmente como "pata de guanaco", floresce durante raros eventos de chuva no deserto no Chile, criando um mosaico de cores conhecido como o fenômeno do deserto florido. Um desses períodos está em curso nos últimos dias.
Agora, uma equipe da Universidade Andrés Bello está realizando experimentos de sequenciamento genético para descobrir as características que permitem que a flor de cor fúcsia sobreviva à escassez de água e às oscilações extremas de temperatura em um dos ambientes mais severos do planeta.
O objetivo é transferir características de tolerância à seca para outras culturas.
"Com as mudanças climáticas, as secas estão se tornando um problema sério para a agricultura, para o mundo e para o nosso país", disse Ariel Orellana, diretor do Centro de Biotecnologia Vegetal da universidade chilena.
"Precisamos de plantas que sejam capazes de tolerar essa seca."
O Chile enfrenta desafios crescentes em relação à água. O World Resources Institute (WRI) classifica o país entre aqueles com maior estresse hídrico do mundo.
Estudos alertam para condições extremas de seca até 2050 em todo o fértil vale central do Chile, que é fundamental para as exportações agrícolas, incluindo vinho, frutas e gado.
O que torna a "pata de guanaco" única, disse Orellana, é sua capacidade de alternar entre diferentes tipos de fotossíntese, tornando-a uma planta modelo para ambientes extremos.
Sob estresse devido à seca, luz solar intensa ou salinidade, a planta ativa um método de economia de água conhecido como fotossíntese CAM. Quando as condições melhoram, ela volta à fotossíntese C3, mais comum.
"Essa flexibilidade a torna um ótimo modelo para estudar como os genes controlam essas mudanças", acrescentou Orellana.
Cesar Pizarro Gacitua, chefe de conservação da biodiversidade na região do Atacama da agência florestal chilena Conaf, disse que são necessárias mais pesquisas conjuntas para entender os mistérios da planta.
"Como ela produz alimento suficiente, realiza a fotossíntese, para sobreviver a condições extremas?", disse Pizarro.

Fonte: Folha de S. Paulo

Novidades

Onde está a Sueli? Arara monitorada reaparece na Floresta da Tijuca após fuga; equipe tenta fazer recaptura

29/10/2026

A arara-canindé Sueli, que participa do projeto de reintrodução da espécie no Parque Nacional da Tij...

Partiu Reciclar: mapa indica pontos de descarte na rede Carrefour

29/10/2026

Além de materiais recicláveis, como o plástico, metais, papel e vidro, outros resíduos precisam ter ...

Governo restabelece regras e libera pesca na foz do Rio Doce após 10 anos do desastre de Mariana

29/10/2026

Após 10 anos, o governo federal publicou uma portaria que restabelece as regras e libera as atividad...

Áreas de vegetação nativa ficaram menores e mais isoladas no Brasil; país tem 3,4 milhões de fragmentos

29/10/2026

As áreas de vegetação nativa do Brasil ficaram menores e mais isoladas nas últimas décadas. Em 2024,...

Pará tem mais da metade dos focos de incêndio no Brasil

29/10/2026

O Pará concentrou mais da metade dos focos de queimada em andamento no Brasil de domingo (25) até se...

Califórnia abriga o maior berçário de polvos de águas profundas

29/10/2026

Em 2018, pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey identificaram uma con...