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Entenda em 8 gráficos a gravidade da crise climática

25/11/2025

Em meio a COPs, as conferências da ONU sobre mudanças climáticas, às vezes é fácil se perder em meio a uma infinidade de siglas e interesses. Para ajudar a entender melhor o tamanho do problema, a reportagem preparou uma série de infgráficos que ajudam a explicar a situação do planeta.
O Acordo de Paris é o ponto que guia, atualmente, a política climática mundo afora. Apesar de diversos questionamentos sobre o quanto os países têm cumprido o que foi combinado, os dados apontam que ele ao menos ajudou a situação a melhorar.
O mundo não tem caminhado na velocidade necessária no corte de emissões, que tem aumentado. Ao que tudo indica, elas deverão bater um recorde este ano.
As emissões são recordes e as temperaturas médias nos anos também têm sido. O ano de 2024 foi o mais quente já registrado, superando o de 2023. As indicações apontam que 2025 também estará alto nessa prateleira de calor. A questão é que, no ritmo que estamos, caminhamos para bem mais de 2°C de aumento de temperatura em relação ao período pré-industrial.
Segundo o Acordo de Paris, preferencialmente deveríamos ficar na faixa até 1,5°C ou abaixo de 2°C. Quanto mais quente o planeta, mais frequentes e intensos são os eventos climáticos extremos —que já vemos atualmente.
As águas oceânicas também têm aquecido. Por muito tempo deixado em segundo plano, o oceano tem um papel enorme na questão climática, sendo um essencial sumidouro de carbono —ou seja, ele absorve gases-estufa. Porém, sua capacidade de absorção diminui conforme aumentam as temperaturas das águas superficiais.
A crise climática está principalmente ligada ao uso de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão, como fonte de energia. Mas o desmatamento também é uma fonte de emissão de gases-estufa. E a situação das florestas mundo afora também não é lá das melhores.
Há uma grande cobrança por parte de países em desenvolvimento para que os desenvolvidos —que, de forma geral, contribuíram muito mais com emissões de gases-estufa— forneçam ferramentas, inclusive financeiras, para o enfrentamento da crise do clima.
Um compromisso foi feito de destinação de US$ 100 bilhões anuais para países em desenvolvimento e, depois de algum atraso, esse valor finalmente foi alcançado. Agora há a promessa de US$ 300 bilhões anuais, até 2035.

Fonte: Folha de S. Paulo

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