
18/12/2025
A Baía de Guanabara, uma das mais importantes baías costeiras do Brasil, é caracterizada pela forte biodiversidade, capaz de abrigar diferentes ecossistemas, como mangues, florestas alagadas, rios e águas oceânicas. Entre peixes diversos e outras tantas espécies que tem o estuário como lar, a baía se destaca também como principal fonte de subsistência de muitas famílias que vivem ao seu redor. No entanto, um fator tem gerado preocupação para pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF): a presença de mercúrio (Hg) no ambiente marinho.
Numa investigação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Higiene Veterinária e Processamento Tecnológico de Produtos de Origem Animal (PPGHIGVET-UFF), o estudo analisou a quantidade de mercúrio total (HgT) em peixes na baía de Guanabara. A pesquisa evolui ainda para uma amostragem do nível da substância presente entre a população das colônias de pescadores das cidades de Magé e Itaboraí e do bairro da Ilha do Governador, no município do Rio de Janeiro.
Das 8 milhões de pessoas, distribuídas em 17 municípios, que vivem no entorno do estuário, ao menos 4 mil são pescadores vinculados à Associação de Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Rede AHOMAR). Com a crescente presença de indústrias na costa, a expressiva quantidade de embarcações que trabalham offshore, bem como os resíduos industriais e domésticos, a liberação de substâncias tóxicas na água tem sido uma realidade que afeta diretamente os peixes e, consequentemente, a população da região.
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