
14/04/2026
O pinguim-imperador acaba de ser declarado em perigo de extinção, à medida que as mudanças climáticas empurram o ícone da Antártida um passo mais perto da extinção, segundo comunicado da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (9).
A mudança de status de "quase ameaçado" para "em perigo" ressalta a ameaça existencial para espécies dependentes do gelo enquanto o aquecimento global transforma profundamente o continente gelado.
Os pinguins-imperadores dependem de gelo marinho estável —essencialmente plataformas de água do oceano congelada— para viver, caçar e se reproduzir.
Seus números despencaram à medida que o aquecimento impulsionado pelas emissões de gases de efeito estufa fez com que o gelo marinho sofresse derretimento mais cedo no ano.
A IUCN —uma rede global de cientistas, governos e grupos de conservação— disse que as mudanças no gelo marinho devem reduzir pela metade a população de pinguins-imperadores até a década de 2080.
Eles "concluíram que as mudanças climáticas induzidas pelo homem representam a ameaça mais significativa para os pinguins-imperadores", disse Philip Trathan, parte do grupo de especialistas da IUCN que trabalhou na avaliação da Lista Vermelha, em um comunicado.
A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas é mantida pela IUCN e é referência global sobre o status de extinção de plantas, animais e fungos.
Existem seis classificações dos seres vivos, de "menor preocupação" (LC, em inglês) a "extinto".
Os pinguins-imperadores agora estão classificados dois degraus abaixo de "extinção na natureza" —uma espécie que sobrevive apenas em cativeiro, e não na natureza.
O lobo-marinho-antártico —outrora caçado quase até a extinção para a remoção de suas peles— também foi classificado como "em perigo", uma vez que o número de indivíduos na natureza caiu mais de 50% desde 1999.
"O declínio contínuo se deve às mudanças climáticas, já que o aumento das temperaturas oceânicas e a diminuição do gelo marinho estão empurrando o krill para maiores profundidades oceânicas em busca de água mais fria, reduzindo a disponibilidade de alimento para as focas", disse a IUCN.
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