
14/04/2026
A temperatura média dos oceanos atingiu em março níveis próximos do recorde para esse mês do ano, o que indica o provável retorno do fenômeno do El Niño combinado com a mudança climática, anunciou nesta sexta-feira (10) o observatório europeu Copernicus.
O boletim mensal do Copernicus alerta que, após os três anos mais quentes dos quais se tem registro na Terra, uma volta do El Niño na segunda metade do ano gera temores entre os climatologistas de que a humanidade caminha para novas ondas de calor extremo.
Esse fenômeno cíclico corresponde ao aquecimento periódico em larga escala das águas de parte do Pacífico, que afeta—por efeito dominó— o clima mundial durante vários meses. O último episódio de El Niño, em 2023 e 2024, fez com que esses anos fossem os dois mais quentes já registrados.
No mês de março, a temperatura da superfície dos oceanos registrou, em média, 20,97ºC, excluídas as zonas polares, um décimo de grau abaixo do recorde registrado para o mesmo mês em 2024, segundo os dados do Copernicus.
Este número segue aumentando em abril, segundo o painel de controle em tempo real do observatório.
A temperatura dos oceanos "indica uma provável transição para condições de El Niño", segundo Copernicus.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) já havia estimado que o fenômeno poderia retornar este ano, enquanto se dissipa o fenômeno inverso, La Niña, associado a temperaturas mais amenas.
No início de março, essa agência da ONU estimava em 40% a probabilidade de que o fenômeno se apresentasse antes de julho.
O aquecimento dos oceanos dilata a água, o que eleva o nível do mar. Além disso, fortalece as ondas de calor marinhas que debilitam os corais e agrava fenômenos meteorológicos extremos como chuvas intensas e ciclones.
Entre terra e mar, o mês de março ocupa o quarto lugar quanto a temperaturas na superfície do planeta, com 1,48ºC acima dos valores estimados para o período pré-industrial (1850-1900), antes que a queima em massa de carvão, petróleo e gás esquentasse o clima de maneira duradoura.
O Copernicus também confirmou que a extensão do gelo marinho do Ártico alcançou no inverno boreal sua menor superfície registrada, a um nível similar ao do recorde do ano passado, tal como já havia anunciado um instituto americano de referência nesse campo, o Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC, na sigla em inglês), uma agência ligada à Nasa.
Fonte: Folha de S. Paulo
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