
30/04/2026
A paisagem do Píer da Piedade, em Magé, na Região Metropolitana do Rio, tem ganhado novos protagonistas nos últimos meses. Um aumento atípico de tartarugas-cabeçudas na Baía de Guanabara começou a ser observado por pescadores e biólogos.
Segundo o Projeto Aruanã, que há 15 anos atua no monitoramento de tartarugas marinhas em Itaipu, Niterói, nunca houve tantos registros da espécie dentro da baía. Agora, a iniciativa entra em uma nova fase, ampliando a atuação para o litoral de Magé e iniciando a marcação desses animais.
A bióloga Larissa Araújo, coordenadora de campo do projeto, explica que a cooperação com pescadores tem sido fundamental para acessar as tartarugas.
“A gente já tem uma história de parceria com os pescadores artesanais em Itaipu e agora está ampliando para a Baía de Guanabara. Com o apoio deles, estamos conseguindo acessar a tartaruga-cabeçuda e iniciar um novo processo de marcação dessa espécie que está aparecendo aqui dentro da baía”, afirma.
A captura dos animais ocorre com o apoio de técnicas tradicionais de pesca. Em Itaipu, o projeto utiliza o arrasto de praia e equipamentos específicos. Em Magé, a novidade é o uso do “curral de peixe” — uma estrutura fixa que funciona como um funil no mar.
No curral, os peixes entram por aberturas largas e seguem por compartimentos até ficarem retidos. As tartarugas, maiores, não chegam ao final e acabam permanecendo em áreas intermediárias, onde podem ser resgatadas sem ferimentos.
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