
16/07/2026
Uma área degradada de manguezal na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, na Baixada Fluminense, ganhou um novo cenário após um projeto de restauração ambiental iniciado em 2023.
O trabalho, realizado pelo Projeto Meros do Brasil em parceria com a Cooperativa Manguezal Fluminense, resultou no plantio de 1.250 mudas de espécies nativas.
Além de servir como berçário para diversas espécies, os manguezais ajudam a proteger o litoral contra erosões, reduzem os impactos de tempestades e armazenam grandes quantidades de carbono da atmosfera, desempenhando papel importante no equilíbrio climático.
Três anos depois do início do reflorestamento, a área de cerca de 400 metros quadrados voltou a ser ocupada por animais típicos do manguezal e apresenta vegetação consolidada, com árvores que ultrapassam 3 metros de altura.
Antes do plantio, espécies vegetais não nativas foram retiradas em mutirões. No lugar delas, foram plantadas mudas de mangue-vermelho, mangue-preto e mangue-branco, espécies características desse tipo de ecossistema.
Para chegar ao local, é preciso navegar por cerca de 50 minutos por rios e canais da Baixada Fluminense até uma área às margens da Baía de Guanabara.
Segundo Alaildo Malafaia, que participou do projeto desde o início, os resultados já aparecem na fauna local.
“Mais de 70 espécies, entre pássaros e peixes, voltaram a frequentar essas áreas que estavam degradadas. E com isso nós trazemos restauração e qualidade de vida. Abre um leque muito maravilhoso para essa Baía de Guanabara tão sofrida, mas a gente está conseguindo mantê-la viva”, disse.
Conclua a leitura no g1
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