
30/07/2026
Uma sucuri-amarela, cobra símbolo do Pantanal de Mato Grosso do Sul, chamou a atenção de internautas nas redes sociais. O guia de turismo e produtor de conteúdo do Pantanal Brazil, Zé Mineiro, registrou a serpente com diversos carrapatos concentrados na cauda. Confira no vídeo acima.
Embora esses parasitas sejam normalmente associados aos mamíferos, diversas espécies também utilizam aves e répteis como hospedeiros, segundo o biólogo Henrique Abrahão. Entre eles estão lagartos, jabutis, jacarés e diferentes espécies de serpentes.
No caso das sucuris, explica o biólogo, os carrapatos costumam se fixar em regiões onde as escamas são mais finas ou onde a pele apresenta pequenas dobras, o que facilita a perfuração e a alimentação.
De acordo Henrique, apesar de a cena causar estranhamento, é comum que sucuris sejam parasitadas por carrapatos.
Segundo ele, pela quantidade de parasitas observada no vídeo, a serpente provavelmente permaneceu fora da água por um período prolongado, o que favoreceu o acúmulo dos carrapatos.
Como a sucuri é uma cobra semiaquática, o biólogo explica que ela pode eliminar parte dos parasitas ao permanecer submersa por algum tempo.
"Se ela passar um bom tempo dentro da água, pode ser que se livre de alguns carrapatos. Lembrando que eles têm uma resistência fenomenal. Mas, sim, as serpentes também são parasitadas por carrapatos."
A troca de pele representa outra importante vantagem para as serpentes. Durante a ecdise, processo de renovação da pele, muitos carrapatos podem ser removidos junto com a camada antiga.
No entanto, parasitas firmemente fixados podem permanecer no animal até completarem a alimentação ou se desprenderem espontaneamente. Por isso, mesmo serpentes que trocam de pele com frequência podem ser encontradas com carrapatos em determinados momentos.
Poucos carrapatos normalmente não representam um grande risco para uma serpente adulta e saudável. Entretanto, infestações intensas podem causar irritação, pequenas lesões na pele, perda de sangue e aumentar o risco de infecções secundárias.
A sucuri-amarela é menor que a sucuri-verde e costuma capturar presas de menor porte. A espécie não é peçonhenta e mata suas presas por constrição, enrolando-se ao redor da vítima e comprimindo seu corpo até provocar a asfixia.
Ela pode medir entre 2,4 e 4,6 metros de comprimento e pesar, em média, 30 quilos, podendo chegar aos 40 quilos. As fêmeas costumam ser maiores que os machos.
A espécie vive principalmente em pântanos e brejos, mas também pode ser encontrada em áreas de floresta e até em cavernas.
Sua alimentação inclui aves, ovos, peixes, répteis e pequenos mamíferos. Em algumas situações, também pode capturar animais maiores, como cervos, caititus e capivaras.
Fonte: g1
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