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El Niño deixa o verão amazônico com tempo seco e temperaturas altas, em Manaus

18/08/2026

Em Manaus, o El Niño está deixando o verão amazônico com tempo seco e temperaturas altas.
Aqui é quente, mas nos últimos dias está...

"Pior, muito pior. A sensação térmica, horrível", comenta José Carlos Cruz, vendedor.

"Quando dá 7h, sai de casa, já está quente", afirma Ricardo Victor, motociclista.

Manaus registrou, nesta semana, o dia mais quente do ano 36,3°C, segundo o Inmet. Essa temperatura é considerada atípica para o período.
Entre 12h e 15h, o índice de calor, que é ainda maior.
Um teste rápido pelas ruas de Manaus.

"À sombra, quanto tá agora?", pergunta a repórter Ruthiene Bindá. "Está marcando 33 graus", responde Leonardo Vergasta, pesquisador UEA/A, meteorologista.

"Você vê que a diferença é absurda, né? E a expectativa, de acordo com as nossas previsões, é que esse calor ainda piore muito mais e seja amplificado aí nos meses de setembro e outubro, em decorrência do fenômeno El Niño juntamente com as ilhas de calor que ocorrem na cidade de Manaus" , completa o pesquisador e meteorologista.

O verão amazõnico é período mais seco do ano.
Só que por causa do El Niño - o fenômeno causado pelo aquecimento anormal do oceano Pacifico - as chuvas estão ainda mais escassas.
Na capital, não chove de forma considerável há mais de um mês.

"Foi registrado 11, abaixo de 12 milímetros de chuva nos últimos 40 dias. Sendo que o valor que a gente esperaria era entre 70 e 40 milímetros. A previsão é que esses valores ainda continuem baixos", diz Paulo Moura, meteorologista Censipam.

Menos chuvas e a combinação calor com baixa umidade do ar contribuem para ainda outro problema bem comum também nesta época do ano: os incêndios.
E os números já aumentaram. Foram registrado mais de 200 focos só na capital nos dois primeiros fins de semana de agosto.

"Esse ano nós já tivemos, só na cidade de Manaus, mais de 1.200 ocorrências de incêndio, seja em vegetação ou em edificações. E no interior do Amazonas, nós não chegamos ainda a 600 ocorrências de incêndios. Lembrando que nós estamos numa crescente linear, e que nos meses de setembro, outubro e novembro ainda estaremos num período crítico com os efeitos do El Niñ", destaca Orleilso Muniz, comandante dos Bombeiros do Amazonas.

Fonte: JN

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