
18/08/2026
O Repórter Eco nasceu na ECO 92, Conferência realizada no Rio de Janeiro que trouxe o debate ambiental para o centro das atenções. Dos boletins jornalísticos, se transformou em um programa com 15 minutos, foi ampliado para meia hora e, mais de 3 décadas depois, vai ter uma hora no ar, e em TV aberta, para o debate socioambiental.
A estreia do novo formato do Repórter Eco está agendada para domingo, dia 16 de agosto e vai traz mudanças importantes. Mais tempo dedicado à falar sobre a relação da humanidade com a natureza é um reflexo da necessidade urgente que temos de repensar nossas escolhas e nosso futuro.
E a condução deste debate vai acontecer de forma muito especial: pela primeira vez uma mulher indígena assume a apresentação de um programa em TV aberta. A advogada e ativista Cleicí Patauá estará à frente do Repórter Eco, ajudando a ampliar a cobertura sobre meio ambiente e a emergência climática e mostrando seus impactos diretos no cotidiano da população.
“Assumo essa missão com profundo respeito pelo legado construído pelo Repórter Eco ao longo de mais de três décadas. Como mulher da floresta, nascida às margens do Rio Unini, na Amazônia, aprendi que a natureza não é um recurso: ela é parte da nossa existência. É essa cosmovisão que levo para o programa, um olhar que une ciência e saberes tradicionais, conecta floresta e cidade e mostra que falar de meio ambiente é falar sobre o futuro de todos nós”, destaca.
Filha da floresta e de lideranças indígenas, Cleicí Patauá viveu até os 11 anos às margens do Rio Unini, no Parque Nacional do Jaú, na Amazônia. Advogada, especialista em ESG, Governança e Sustentabilidade Corporativa, é uma mulher indígena e ribeirinha que transformou sua trajetória em uma ponte entre os saberes ancestrais da floresta e os grandes debates sobre clima e desenvolvimento sustentável. Atua com governança territorial, justiça climática e fortalecimento de comunidades tradicionais, sendo reconhecida por conectar ancestralidade, setor privado e políticas públicas na construção de economias regenerativas.
Palestrante e consultora estratégica, representa iniciativas amazônicas em fóruns nacionais e internacionais e vem se consolidando como uma das principais vozes da nova geração de lideranças amazônicas na defesa da floresta em pé e dos povos que a mantêm viva.
Diante da urgência da crise climática, o programa amplia seu olhar e passa a equilibrar pautas sobre as florestas e as dinâmicas dos grandes centros urbanos. A proposta é integrar a sustentabilidade ao dia a dia das pessoas, evidenciando seus reflexos em áreas como saúde, política, planejamento urbano, economia e qualidade de vida.
Para isso, o Repórter Eco deixa o estúdio e ganha as ruas, aproximando ainda mais o público das histórias e dos desafios que moldam o presente e o futuro do planeta.
“O futuro do planeta e os desafios do clima não são problemas do amanhã. Eles fazem parte do nosso dia a dia. As cidades precisam se adaptar aos eventos extremos do clima e isso vai exigir de nós um novo jeito de viver”, afirma Alexandre Mattoso, coordenador do Núcleo de Entrevistas e Talk Shows da TV Cultura.
Mais do que informar, a nova fase do programa busca conscientizar sobre a emergência climática e estimular reflexões sobre os caminhos para uma sociedade mais sustentável. A proposta é mostrar que as mudanças no clima deixaram de ser um desafio distante e já influenciam diretamente a vida de todos.
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