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Imagens de satélite mostram antes e depois de deslizamento no Nepal; VEJA

27/08/2026

Imagens de satélite mostram o antes e depois de um deslizamento que atinge a fronteira entre o Nepal e o Tibete nesta quarta-feira (26). O desastre deixou mortos, feridos e mais de uma centena de desaparecidos.
O Conselho de Turismo do Nepal informou que 384 viajantes que estão no país, sendo 291 estrangeiros, estão desaparecidos após a inundação. O Exército nepalês disse já ter resgatado 88 pessoas. Pelo menos 31 pessoas morreram no desastre.
A imagem acima mostra o rastro de destruição depois de uma avalanche na região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China.
De acordo com autoridades locais, minutos antes do deslizamento houve o registro de um terremoto de magnitude 4.4 a 10 quilômetros de profundidade. Esse pode ter sido o estopim para o desastre.
De acordo com especialistas, o que chama atenção no tremor registrado nesta manhã é a profundidade: a 10 quilômetros esse é considerado um terremoto raso.

➡️ Quanto mais próximo da superfície é o foco de um tremor, menos distância as ondas de choque percorrem até chegar ao solo e às construções, e menos energia se dissipa no caminho. Na prática, isso significa que a força da trepidação chega quase intacta à superfície, atingindo o que está ao redor com mais intensidade.

A suspeita é de que o tremor tenha desencadeado uma avalanche de gelo e rochas no rio Lhende Khola, do lado nepalês, provocando as inundações. O curso d´água atravessa tanto o Nepal quanto o Tibete, o que explica por que a destruição atingiu os dois lados da fronteira.
Parte do gelo e das rochas que se desprenderam no rio Lhende Khola não desceu completamente — formou um novo bloqueio mais acima, no curso do rio, antes de chegar às áreas já atingidas.
Esse tipo de barreira funciona como uma represa improvisada: a água continua se acumulando atrás dela até que a pressão seja suficiente para rompê-la de novo, liberando outro volume repentino de água e detritos rio abaixo. É esse cenário que as autoridades monitoram agora.
O risco também não fica restrito ao Nepal. O Lhende Khola nasce nas montanhas do Himalaia e desce em direção às planícies, alimentando outros rios que atravessam a fronteira até a Índia. Por isso, alertas de cheia foram emitidos nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh — regiões que ficam a centenas de quilômetros do ponto do desastre, mas que recebem a água que desce da cordilheira.

Fonte: g1

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