
10/09/2026
Um estudo do Mestrado em Ciências do Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida (UVA), elaborado a partir de dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), chama a atenção para a dimensão da gestão do chorume no Estado do Rio de Janeiro.
Segundo o levantamento, os 18 aterros sanitários considerados na análise somam uma geração de aproximadamente 4,5 milhões de litros de chorume por dia, volume equivalente a quase duas piscinas olímpicas. Os dados também indicam cerca de 803 milhões de litros do efluente armazenados em 135 lagoas operacionais distribuídas pelo estado.
Apenas cinco aterros concentram cerca de 75% de todo o chorume gerado no estado. Segundo o estudo, conduzido pelo professor e pesquisador Carlos Canejo, parte desse volume é tratada nos próprios aterros, por meio dos sistemas instalados nas unidades.
Outra parcela segue para tratamento externo, sendo transportada por caminhões para outras unidades, incluindo estações de tratamento de esgoto.
Independentemente da tecnologia utilizada, o manejo do chorume envolve riscos ambientais que exigem controle operacional, acompanhamento contínuo e cumprimento de legislação. Em períodos de chuvas intensas ou diante de restrições operacionais e logísticas, esses riscos podem aumentar, reforçando a necessidade do acompanhamento atento dos órgãos ambientais.
Fonte: O Globo
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