
24/09/2026
Uma sequência de imagens divulgada pela Nasa, a agência espacial norte-americana, mostra como a posição aparente dos continentes muda ao longo das estações do ano.
Os registros foram feitos pela câmera EPIC, instalada no satélite DSCOVR, que observa a Terra a cerca de 1,6 milhão de quilômetros de distância do nosso planeta.
Nas imagens de dezembro, a América do Sul aparece mais ao centro, enquanto boa parte da Antártida fica visível.
Em junho, acontece o contrário: a América do Norte ganha mais destaque, o gelo do Ártico aparece e a Antártida sai do campo de visão.
🌎A explicação para isso está na inclinação do eixo da Terra, de cerca de 23,5 graus.
É essa inclinação que faz cada hemisfério receber mais ou menos luz solar em diferentes momentos do ano e dá origem às estações.
Quando um dos hemisférios fica inclinado em direção ao Sol, recebe luz solar mais direta e tem dias mais longos. Por isso, junho marca o início do verão no Hemisfério Norte e do inverno no Sul. Em dezembro, a situação se inverte.
Nos equinócios de março e setembro, os dois hemisférios recebem quantidades quase iguais de luz solar, e dias e noites têm duração próxima.
A câmera EPIC fica a bordo do DSCOVR, missão posicionada entre a Terra e o Sol.
Dessa região do espaço, ela consegue observar quase continuamente o lado iluminado do planeta e registrar uma imagem do disco terrestre a cada poucas horas.
As quatro imagens divulgadas pela Nasa foram feitas aproximadamente no mesmo horário do dia para facilitar a comparação entre as estações.
Além da posição aparente dos continentes, há pequenas diferenças no tamanho e no formato da Terra nas fotos.
Nos registros dos equinócios, por exemplo, o planeta aparece um pouco menor. Isso ocorreu porque o DSCOVR estava mais distante da Terra nessas datas.
Em setembro de 2024, o satélite estava a cerca de 1,56 milhão de quilômetros do planeta. Em dezembro de 2023, a distância era de aproximadamente 1,45 milhão de quilômetros.
Essa diferença não tem relação com as estações. Ela ocorre porque o satélite percorre uma trajetória ao redor de uma região conhecida como ponto de Lagrange L1, onde as forças gravitacionais do Sol e da Terra ajudam a manter a missão em posição.
Segundo a Nasa, as imagens também ajudam os cientistas a acompanhar mudanças na vegetação, nas nuvens, no gelo, na neve e nos oceanos ao longo do tempo.
“As mudanças mais evidentes, a posição aparente dos continentes, são causadas pela inclinação da Terra”, afirmou Alexander Marshak, cientista da missão DSCOVR.
Fonte: g1
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